sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

O Boneco da estante #27


Parece-me que o Boneco na estante está num momento de pura graciosidade, numa de ballet, com pliés e afins.



It seems to me the Doll on the shelf is in a moment of pure grace. A ballet moment, with pliés and all.


Il me semble que la poupée sur l'étagère est en pleine grâce. Un petit moment de ballet, avec pliés et tout.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Estudos nada científicos com a minha pessoa

Há já mais de um ano a minha irmã mais nova ofereceu-me um daqueles relógios que conta passos, dá a pulsação e mede alguns parâmetros da qualidade do sono. Os dois primeiros são interessantes, mas o que realmente vejo com atenção todos os dias são os dados referentes ao sono. Além de ficar com a consciência diária de que não durmo as horas que devia, é muito interessante ver a distribuição entre o sono profundo e o sono leve e como isto se reflete realmente na forma como me sinto mais ou menos descansada quando acordo.
Nas últimas semanas as horas de sono profundo foram diminuindo gradualmente e apesar de estar a dormir mais ou menos o mesmo número de horas comecei a sentir-me cada vez mais cansada. O meu lado analítico começou a questionar-se e a tentar perceber o que teria mudado na minha vida para isto estar a acontecer. Durante vários dias não consegui perceber. Depois surgiu-me uma desconfiança, mas achei que não deveria ser aquilo. Há uma semana mudei o comportamento que achei que poderia estar a levar à diminuição do sono profundo e não é instantâneamente viu-se o reflexo no tempo de sono profundo!

Atenção que agora tenho de fazer o disclaimer que esta minha "percepção nada científica" é baseada na minha retorcida logica e análise "muito apurada" de dados cuja origem até pode ser um pouco duvidosa.

Posto isto, aqui vai a minha conclusão. Andava no portátil naquele tempo que medeia entre deitar a rapaziada e eu me deitar, pois estive a organizar fotos e a fazer álbuns digitais. Comecei a desconfiar que a exposição a tantas horas de ecrãs estava de alguma forma a ser prejudicial. Às tantas decidi deixar o portátil de parte e fui desenterrar as minhas agulhas de malha e uns novelos de lã que tinha comprado no ano passado (ou se calhar já há dois anos...). Como disse acima, nessa noite foi logo notória a subida repentina no número de horas de sono profundo. E assim continuou nos dias seguintes. A gola que estou a fazer já vai a mais de meio. Daqui a uns dias vou largar a malha e voltar aos álbuns digitais. Estou curiosa por ver qual o impacto no meu sono...


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Tornar uma coisa chata numa coisa boa


Fui a uma consulta e este meu médico - que adoro - faz-nos esperar horas na sala de espera. Após ter lido as últimas revistas, ter dado uma olhada no telemóvel, já estava em completo desassossego - farta de ali estar. Quando a pessoa que estava sentada à minha frente se levanta para entrar, lembrei-me de puxar do meu livrinho de sketching que anda sempre comigo e desenhar o cadeirão que tinha à minha frente. Sempre gostei dele, com aquele seu ar de quem já acolheu muita gente, dia após dia, sem deixar de dar conforto e aconchego.




E de repente o tempo pareceu-me tão pouco. Já não me importava de ficar à espera. Sabia que deveria ser a próxima e desenhei à pressa. Fui interrompida quando estava a terminar de desenhar a mesinha de apoio, onde está o candeeiro. Como daqui a um mês vou lá novamente, vou rezar para a cadeira onde estive sentada estar livre para poder acabar o desenho. Ou, se não, sento-me por perto e pinto-o tal como está. 

sábado, 9 de fevereiro de 2019

O Boneco da estante #26

Wooo huuu! O Boneco está cheio de energia e está numa de fazer o pino sobre a cabeça. 


Será por ser fim-de-semana e estar a festejar?? 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Pensava estar livre deste problema "grave"...

Para quem cresceu numa casa cheia de mulheres - o meu Pai tinha que aturar a minha Mãe e mais 3 filhas - havia um problema "grave" sempre à espreita. O "roubo" de roupa umas às outras. Uma pessoa nunca sabia muito bem se a roupa estava a lavar/secar ou perdida noutro roupeiro que não o seu. Nunca foi muito dramático, mas acontecia de fez em quando.

Ora, eu que sou a única lady lá em casa nunca pensei que tal me viesse a "assombrar" novamente tantos anos depois. OK, tive de deixar de comprar meias só pretas e cinzentas, e a minha gaveta de meias ficou muito mais alegre, cheia de bolinhas, corações, roxos, rosas e afins. Mas fora isso, um sossego. Até agora! 

Andava há umas semanas à procura de umas calças de ganga pretas que me tinham desaparecido. Corri a lavandaria, todos os cabides do meu roupeiro, perguntei se alguém as teria visto, nada...  
Há uns dias estávamos, os míudos e eu, no nosso caminho para escola/trabalho e diz-me o H: "Mãe, sabes aquelas calças pretas de que andavas à procura? Acho que poderão ser estas que eu tenho hoje vestidas...". Ou seja, foram parar ao roupeiro dele e têm-as usado ele. Aaaaaaarghhh... Nunca gostei de roupa com berloques e brilhantes, mas quem sabe...


domingo, 3 de fevereiro de 2019

O Boneco da estante #25

O boneco não arranjou chapéu de chuva para toda esta chuva e granizo que tem caído nos últimos dias e tentou proteger-se como pôde. Encostou-se ao cantinho e tapou a cabeça com uma das mãos.




quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Adoro Jacintos!

Nos últimos anos não consegui ter jacintos em casa. Este ano plantei uns bolbos e já estão a começar a surgir os primeiros rebentos. Até agora parecem ser 8.


Agora é esperar... Deverei ter flores lá para Março /Abril. Na embalagem de compra indicava que seriam violetas, mas é sempre uma roleta russa. Pessoalmente os de que gosto mais são dos brancos e dos violetas.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Da nossa hortazinha - A beleza das Couves

Estive um tempo afastada aqui do estaminé. Desculpem-me gente que vem passando por cá por esta pequena ausência. Vou redimir-me e se não me voltar a faltar o tempo (porque a vontade tem estado cá) vão ser inundados de posts que eu andava a congeminar na minha cabeça.

Há umas semanas o meu maridão chamou-me todo orgulhoso para eu ir à horta ver a nossa produção de couves. Ele todo contente por tudo ter corrido tão bem este ano e a partilhar comigo todo o processo e eu a olhar para as ditas e a vendo-as tão giras não resisti a interrompê-lo para ir buscar a máquina (como quem diz o telemóvel) para tirar umas fotos.



I've been away for a while. Sorry to whom have come here during this little absence. I am going to redeem myself and if no lack of time will stop me you'll be flooded with posts on which I've been  working in my head.

A few weeks ago my husband called me very proud of his vegetable garden production to share with me our cabbages. He was happy that everything had gone so well this year and wanted to shared the whole process with me. When I looked at all the cabbages beauty I could not resist interrupting him to get my camera (my phone...) to take some photos.



É tão bom saber que estamos a comer algo que plantámos e que resulta dos nossos cuidados.



It's so good to know that we are eating something planted by us, which is the result of our care.



E o sabor que estes bróculos têm? É uma diferença tão grande daqueles que se compram nas grandes superficies e mesmo daqueles que costumamos comprar nos mercados locais. O H e o I, que normalmente se recusavam a comer bróculos começaram a aceitá-los sem refilar nos seus pratos.


Could I talk about how good they taste? It's quite a difference from those we bought in Supermarkets and also from those we use to bough from local markets. H and I, who normally refused to eat broccoli, began to accept them on their plates without struggling.



As sopas também tem estado muito mais saborosas, sem terem aquele travo "a verde" que por vezes têm, mesmo quando a receita é a mesma.


The soups have also been much more tasty without that "bad green" taste that sometimes they have, even when the recipe is the same.


Não faço uma sopa sem colocar couve-flôr. Agora também tenho aproveitado para fazer mais vezes  legumes assados no forno, aos quais passei a juntar floretes de bróculos e couve-flôr.


I do not make soup without cauliflower. Now I have also made more  frequently roasted vegetables in the oven, and started joining florets of broccoli and cauliflower.



terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Ora aqui está um bom mote de conversa para as reuniões familiares natalícias.

Dêem uma vista de olhos neste anúncio do IKEA de nuestros irmanos.

Já anda aí pelas redes sociais há um par de semanas pelo que parece, mas só hoje o vi. Lá está, sem saber tenho seguido o conselho do IKEA - desconectar-me e ligar-me mais à família e sobretudo aos amigos :)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

O meu centro de mesa - versão Natalícia

Ao meu centro de mesa já chegou o espírito natalício! 

Normalmente costuma variar entre a versão de Outono (click aqui!) e a versão de Verão (click aqui!). Este ano apeteceu-me dar-lhe um toque diferente. É sempre um momento de felicidade redecorar o meu centro de mesa. Cada elemento tem uma memória associada. Ou associadas a locais visitados ou a passeios com amigas(os).
Este ano passou directamente da decoração de verão para a versão natalícia.

domingo, 11 de novembro de 2018

A vida é extraordinária e inesperada. Ontem de manhã fui a um mercado de rua à procura de uma planta que além de ser muito bonita e extravagante tem uma função interessante para uma planta a ter em casa - atrai moscas e mosquitos - é carnivora. Passei por esse mercado há duas semanas e vi lá a planta pendurada. Mas na altura, além de não ter dinheiro comigo, não estava certa quanto ao local onde a pôr. Pensei que tinha de ter bem a certeza de onde iria ficar. 




Ontem o Senhor do mercado não a tinha trazido por ter optado trazer outras plantas. Combinamos que vai trazê-la para os próximos e eu vou ver se consigo passar por lá rapidamente. 

Entretanto começámos a conversar sobre as plantas que tinha e fiquei rendido à paixão com que descrevia cada uma delas e nos explicava uma série de detalhes e características. O I estava connosco e fiquei muito contente por ver que também ele estava interessado na conversa. Diria mais, que estava intrigado com a entrega do Senhor. E então quando o Senhor, associando que eu tinha ido à procura de uma planta carnivora, se lembra de nos mostrar outra planta carnivora muito mais pequena, mas não menos impressionante, o I delirou. O Senhor percebendo o seu interesse apresentou-lhe a planta em detalhe e com um pequeno pau estimulou uma das folhas que fechou logo sobre o pau exemplificando o que aconteceria se fosse um insecto que lá tivesse pousado. Os olhos do I brilhavam com a demonstração. Quando lhe perguntei se queria levar uma só lhe faltou saltar de alegria. Disse logo que sim, sim! 

E foi assim que trouxemos o Gary para casa. Sim, o I não a largou mais e até a baptizou :D




Apresento-vos o Gary. É uma Dionaea muscipula que se alimenta de moscas e insectos.

Vamos ver se nos livra de alguns dos mosquitos que vão aparecendo cá por casa.

Quanto ao I achou o máximo a experiência de ir connosco ao mercado e ficou rendido ao Gary, foi inesperado e extraordinário. 


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Uma aula de história ao vivo

Este verão fomos finalmente ao Vimeiro ver a recreação da Batalha do Vimeiro, mais propriamente a Reconstituição do Assalto à Igreja. Os miúdos gostaram e iam debitando o que tinham aprendido nas suas aulas de história sobre o tema. Acho que de alguma forma os temas vivenciados desta forma ficam mais consolidados e tornam mais interessante as horas em sala a aprender "coisas" que assim se tornam mais palpáveis.

Chegámos bem cedo e enquanto esperávamos abancados num muro na rua diante da Igreja puxei do meu caderninho e comecei a desenhar a Igreja. Engraçado é que estavam à minha volta muitos sketchers num encontro dos sketchers do Oeste, se não me engano. De alguma forma senti-me acompanhada nesta actividade que pode ser muito solitária (no bom sentido). Fiz o desenho praticamente todo no local, e só há pouco acabei umas sombras e assinei. Ainda estive num dilema sobre se assinava com a data do dia do desenho ou se com a data de hoje. Mas é mais forte do que eu, tenho de assinar sempre com a data do dia, pois só quando assino é que sinto que acabo o desenho. Apesar de a maioria ter sido feito a 15 de Julho, só hoje 15 de Outubro acabei-o. Deus! 3 meses depois! 



Por opção acabei por não desenhar as pessoas que iam passando e que se iam juntando à medida que se aproximava a hora da representação. O movimento era demasiado.

Férias do Amiximaki... Que estão a chegar ao fim.

Hoje perguntaram-me o que se passava com o Amiximaki. Assim meio à pressa respondi que nada. Mostraram preocupação de se porventura tinha desistido do Amiximaki. Eu disse que estava somente com falta de tempo. A mil... Numa corrida constante contra o tempo, a tentar equilibrar muitos temas. Mas não é sempre assim? Nem sempre. Há fases piores. Espero estar a sair de uma dessas. Mas isto não quero dizer que a vida está má, que ande numa má fase. Quer só dizer que não há tempo para tudo. Que precisei de tirar um tempo do Amiximaki. Mas estou de volta! 

Peço desculpa a quem tem passado por aqui e não me tenha encontrado. Não deixem de passar por cá. Isto aqui é muito mais divertido com companhia ;)


terça-feira, 31 de julho de 2018

Descida do Almourol


Podia acabar já este post dizendo que adoramos. Mas acho que um pouquito mais de detalhe vem a calhar :)

Começando pelo princípio, há uns bons meses atrás, aí uns nove... andava eu a matar a cabeça para ver se encontrava uma prenda para o meu maridão que faz anos em Dezembro. Parcas semanas antes do Natal... Ou seja, prenda-para-homem-que-faz-anos-perto-do-Natal é o pesadelo das prendas. A minha amiga I falou-me da prenda que ia dar a uns familiares e achei a ideia interessantíssima. Vai daí, decidi dar algo no mesmo género. Tratava-se de um voucher para os quatro fazermos para uma descida de rio - oferecer tempo em família! Fui ver o que a empresa propunha como actividades e escolhi a "Descida do Almourol". Contactei-os, comprei o tal do voucher e foi aguardar que viesse um dia bom para marcar a descida.

Aguardar, aguardar, aguardar...

Entre fins-de-semana com demasiada actividade e o tempo pouco convidativo que esteve para actividades aquáticas lá marquei para o fim-de-semana que passou. 

À última da hora a pessoa pensa se colocar os filhos em canoas rio abaixo é uma boa ideia... Mas depois a pessoa relembra-se que todos sabem bem nadar e que há coletes e afins e descansa.

Voltando ao que estava a dizer no início, gostámos imenso. Recomendo a quem gosta de actividades ao ar livre e como bónus tem uma visita ao Castelo de Almourol.








quinta-feira, 19 de julho de 2018

Inscrições... Matrículas e afins... Arghh!!!

O Ministério da Educação tem tanto a aprender, taaantttooooo, com outros países. Nesta altura do ano a minha Mãe, que nem costuma ter aquela atitude típica de ex-emigrante de que "lá-é-que-era-bom", recorda sempre o processo simplificado da passagem de ano escolar que existia em França. Parece que, no que tocava a matrículas/inscrições escolares, só tinha de se preocupar em ir, no ano lectivo anterior a termos 3 anos de idade,  a um gabinete da Câmara onde teria de preencher os nossos dados - única vez! - e a partir daí em Jun/Jul recebia uma carta em casa a indicar a data e hora, e a escola em que nos teríamos de apresentar para a Rentrée Escolar. E nessa data e hora estaria toda a Escola já preparadíssima para receber os alunos e iniciar o ano escolar em toda a normalidade. Não sei se ainda será assim, mas lá que era uma máquina muito bem oleada, era.

Cá é algo em constante mutação, totalmente instável, e um gerador de stress para as famílias que neste período deveriam pensar apenas em ir a banhos. Obriga a muitas famílias irem de férias numa total incerteza de como se vai iniciar o ano escolar. Muitos dirão que está muito melhor do que há umas décadas e anos atrás. Eu cá acho que deveria ser um processo a ser alvo de uma total reengenharia. Não me cabe na cabeça que tenham de ser os pais a tirar certidões do portal das finanças para introduzir no portal das matrículas (não é tudo "informação do Estado"?). Ou melhor, para depois de ser introduzido o processo no portal das matrículas, ir a escola antiga levar à escola nova o "processo" todo em papel. Porque têm de ser validados os "papéis". Aiiii, alguém ouviu falar em cruzamento de dados??? Transformação Digital?? Paper free??? Vamos ser todos um pouco mais ecológicos??? 

E que tal por as Universidades a concorrer com propostas de revisão dos processos? O Estado não paga a educação aos seus cidadões? Porque não os desafiar a ajudar a modernizar o Estado e envolvê-los nas preocupações da sociedade civíl? 

Bem, se calhar isto é só o desabafo de quem está a matricular um filho no 10 ano... e que trabalhando na área da Tecnologia não percebe porque ainda não conseguimos aligeirar este processo e libertar as Escolas e as Famílias de tantas preocupações. E as horas de trabalho que se perdem por os Pais andarem numa roda-viva a tratar disto tudo? OK, já chega...desculpem lá este meu desabafo... acho que já me libertei um pouco do stress e da frustração que isto me tem provocado. Obrigada por me aturarem e paciência a quem estiver a passar pelo mesmo!