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quinta-feira, 13 de março de 2014

Poderia bem roubar este título


Minha querida disciplina,


É o título deste post (Clic!), do qual destaco estes trechos:

"(...) Tanto temos rasgos de inspiração que nos aproximam do que queremos, como ao mesmo tempo temos distracções que nos empatam. Ora o que a disciplina faz é libertar desta volatilidade. Ela faz-nos chegar onde queremos, sem nos perdermos no que não queremos. A disciplina desperta uma espontaneidade orientada e consistente, não ficando apenas por alguns laivos de entusiasmo. (...) A disciplina não funciona em vaipes. Funciona ao ser constante nas coisas em que queremos ser constantes. Funciona quando somos capazes de adiar a gratificação. Quando somos guardiões de nós mesmos.
Acontece que ela é especialmente necessária, porque qualquer coisa que queiramos da vida – quer seja ter um bom trabalho, dar a volta ao mundo, ter uma relação feliz, viver uma vida saudável – vai exigir uma dose tremenda de disciplina. (...)
Curiosamente só é capaz da disciplina quem tem amor próprio. Porque a disciplina é um acto de amor. É ser capaz de sacrificar o egoísmo para servir alguma coisa melhor. Sem disciplina, fica-se apenas pelos sentimentos e intenções. (...)
Curiosamente só é capaz da disciplina quem tem amor próprio. Porque a disciplina é um acto de amor. É ser capaz de sacrificar o egoísmo para servir alguma coisa melhor. Sem disciplina, fica-se apenas pelos sentimentos e intenções. A disciplina concretiza em milhares de pequenas acções o amor que procuramos e o amor que desejamos.
Ao viver assim a disciplina – dia a dia, mês a mês, ano a ano – acabamos por tornar natural o que ao início não o era. O que era uma limitação torna-se uma oportunidade. O que era um sacrifício, torna-se uma libertação. (...)".

Um post por semana, todas as terças. É sempre um tema que parece ser bastante simples, assim uma reflexão para o básico diriam alguns, inesperadas sugere o blog. Mas eu acho que será básico apenas por tratar de uma forma tão simples temas que tocam a todos nós. Não sendo nada transcendental, são temas que per si merecem uns momentos de reflexão e introspecção para pensarmos se apesar de serem lugares comuns os temos "tratados" e "resolvidos" nas nossas vidas, no nosso Eu ou nas pessoas que nos rodeiam.

Quanto ao tema deste post, acredito que a vida é antes de tudo uma luta connosco próprios, pois além dos obstáculos externos, alguns dos maiores estão dentro de nós mesmos. E ultrapassá-los apenas depende de nós próprios. Aqui entra a disciplina. A disciplina do Eu, daquela crianças  - nós próprios - que apenas quer "brincar" e "divertir-se", que é birrenta, sem paciência, aquela à que temos de saber impôr regras e mostrar o bom caminho. Acredito que as capacidades de disciplina e sacrifício são vitais.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Amigos


Partilho convosco este texto do Miguel Esteves Cardoso sobre a amizade. Ao longo dos anos aprendi que temos que ser um pouco mais egoístas sobre estas questões da amizade. Temos de pensar também em nós. Sou apologista de que há sempre espaço para amigos novos. Não devemos fechar as portas. Mas também aprendi que isso de amigos para toda a vida há poucos. Tenho alguns. A amizade é algo que deve ser acarinhada e alimentada. Não deve ser tomada como certa. De vez em quando deve ser questionada, reavaliada. E sendo verdade que temos pouco espaço e tempo para os amigos, devemos reservá-lo para os que realmente o merecem, para os que são tão nossos amigos como somos amigo deles. Há pouco tempo abri uma vaga. Estava ocupada por alguém há já longos anos. Custou-me, mas percebi que tinha de a deixar ir. A amizade do passado não se perde, nem as recordações comuns ficam ensombradas. Como se costuma dizer: "Foi bom enquanto durou.".



O que Distingue um Amigo Verdadeiro  

Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas. Ou melhor: amigo. A preocupação da alma e a ocupação do espaço, o tempo que se pode passar e a atenção que se pode dar — todas estas coisas são finitas e têm de ser partilhadas. Não chegam para mais de um, dois, três, quatro, cinco amigos. É preciso saber partilhar o que temos com eles e não se pode dividir uma coisa já de si pequena (nós) por muitas pessoas.

Os amigos, como acontece com os amantes, também têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro. A tendência automática é para ter um máximo de amigos ou mesmo ser amigo de toda a gente. Trata-se de uma espécie de promiscuidade, para não dizer a pior. Não se pode ser amigo de todas as pessoas de que se gosta. Às vezes, para se ser amigo de alguém, chega a ser preciso ser-se inimigo de quem se gosta.

Em Portugal, a amizade leva-se a sério e pratica-se bem. É uma coisa à qual se dedica tempo, nervosismo, exaltação. A amizade é vista, e é verdade, como o único sentimento indispensável. No entanto, existe uma mentalidade Speedy González, toda «Hey gringo, my friend», que vê em cada ser humano um «amigo». Todos conhecemos o género — é o «gajo porreiro», que se «dá bem com toda a gente». E o «amigalhaço». E tem, naturalmente, dezenas de amigos e de amigas, centenas de amiguinhos, camaradas, compinchas, cúmplices, correligionários, colegas e outras coisas começadas por c.
Os amigalhaços são mais detestáveis que os piores inimigos. Os nossos inimigos, ao menos, não nos traem. Odeiam-nos lealmente. Mas um amigalhaço, que é amigo de muitos pares de inimigos e passa o tempo a tentar conciliar posições e personalidades irreconciliáveis, é sempre um traidor. Para mais, pífio e arrependido. Para se ser um bom amigo, têm de herdar-se, de coração inteiro, os amigos e os inimigos da outra pessoa. E fácil estar sempre do lado de quem se julga ter razão. O que distingue um amigo verdadeiro é ser capaz de estar ao nosso lado quando nós não temos razão. O amigalhaço, em contrapartida, é o modelo mais mole e vira-casacas da moderação. Diz: «Eu sou muito amigo dele, mas tenho de reconhecer que ele é um sacana.» Como se pode ser amigo de um sacana? Os amigos são, por definição, as melhores pessoas do mundo, as mais interessantes e as mais geniais. Os amigos não podem ser maus. A lealdade é a qualidade mais importante de uma amizade. E claro que é difícil ser inteiramente leal, mas tem de se ser.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas'

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Parar para pensar no esgotamento

Há dias em que me sinto esgotada (dormir pouco não ajuda muito). Nesses dias levanto-me tipo autónoma e faço tudo em modo piloto automático. Quando dou por mim estou sentada no trabalho. Nesses dias pego na minha agenda e na minha caneta e começo a apontar os meus afazeres para os próximos dias e aponto o que fiz nos últimos dias. Gosto de escrever as minhas listas de "To-Do" em formato de listas com uma cor e de ir riscando-as com outra cor. Tenho listas dessas em todas as áreas possíveis do desdobramento da minha pessoa (Casa, manhã antes de ir trabalhar, trabalho, hora de almoço, final da tarde, após deitar os míudos, com os míudos, em família, aos fins-de-semana, com amigos, com família, etc...). Gosto de fazer os meus apontamentos do tipo diário no calendário, dia-a-dia, demarcando bem os vários momentos. Realçando apenas o que me fez feliz e o que considerei como algo a recordar. E nesses dias em que me sinto esgotada, vou ver se não me esqueci de apontar nenhum destes momentos ao longo das últimas semanas e releio-os, revejo todos estes pequenos momentos. Respiro fundo, sorrio, e a sensação de esgotamento esbate-se aos poucos. Sinto que sobe em mim uma renovada energia, uma nova força anímica e encaro mais um dia, uma semana de brilho nos olhos com a certeza que por muito que me sinta cansada estou a trilhar os vários caminhos com que sonhei desde a minha meninice, ao longo da minha adolescência ou já mulher e que continuo a traçar ainda hoje. E são tantos os sonhos e tantas as áreas de interesse... como não hei-de estar esgotada? E concluo que está quase tudo como gostaria que estivesse e que infelizmente o dia não tem mais de 24 horas e que sim, há sempre pormenores a alterar, mas estes estão nos meus "To-Do", os escritos ou os mentais e vamos lá que amanhã é outro dia.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Só provando, é o que vos digo


Para amantes de gelados, gaufres/waffles, crepes, chocolates quentes e mais coisas para lá de boas sugiro uma visita ao Bairro do Castelo de São Jorge, em Lisboa.

Perguntam vocês o que tem o Castelo de São Jorge de doce?! Pois, tem nada mais nada menos de que à sua porta a Gelataria Portuguesa -  que é uma recém criada Gelataria Artesanal, com tradicionais sabores portugueses.




Os sabores vão desde o sabor a Pastel de Natal, aos sabores a Castanhas, Marmelo e Ginja. Como veem isso pede mesmo uma visitinha ao Castelo de São Jorge. E quem acha que gelados só mesmo quando está calor e que este tempo já não convida nada, não se preocupe. Pois pode pedir a sua bola de gelado num copo de café ou beber um chocolate bem quentinho. 

Se quiser saber mais Clic!









terça-feira, 5 de novembro de 2013

Uma tristíssima realidade



Recomendo a não leitura deste artigo (clic!) a quem quer manter a ilusão de uma vida cor-de-rosa e fácil. A quem acha que isto da crise só chega aos outros e que se podemos dar aos nossos filhos porque não haveremos de dar, que eles têm e merecem ter tudo.

Sou defensora que as nossa melhores dádivas aos nossos filhos são valores sólidos e noções reais da vida e, da responsabilidade e esforço necessários para vivermos da melhor forma em todas as latitudes.  No entanto custa, custa muito. Tenho a sorte (ou, como me diz sempre uma amiga minha ;) , trabalhei para ela) de (por enquanto!) não ter dificuldades financeiras e poder proporcionar-lhes quase tudo. No entanto, somos pais "forretas". Gosto de vê-los valorizarem o que têm e actualmente eles já racionalizam os seus pedidos e por vezes ficam espantados quando decidimos comprar e dar certas coisas. Ficam muito agradecidos e já chegaram a questionar estamos a gastar "tanto dinheiro". Mas o melhor de tudo é ouvi-los dizerem: "Se me deram isto então tenho mesmo de me portar bem. Isto mostra que acham que mereço e então tenho de fazer tudo o que puder." (conversa do H dias após ter recebido uma prenda e estar a ajudar-me na cozinha em coisas que eu estava a achar que já eram "demais" para a idade dele).

E concordo plenamente com o Mia Couto quando diz que a culpa não é dos jovens. É dos valores que lhes são passados, nem sempre apenas pelos pais, mas por toda uma sociedade que está mais focada na vertente económica e esquece muito o social e a integridade de cada indivíduo.












segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Festa surpresa para o Ti JM

A família é o melhor que há (pelo menos para quem tem a sorte como eu de ter uma família digna desse nome). Este fim de semana fiz quase 80 Km (e mais 80 no regresso) para ir à festa de anos surpresa que a minha Tia e primos organizaram para o meu Tio. Tudo montado à última da hora, recebi o convite na quinta-feira e disse logo que faria tudo para estarmos presentes. Foi lindo ver o seu contentamento e espanto quando chegámos e a felicidade dos meus filhotes pela surpresa. São estes momentos que nos fazem pensar que vale a pena viver e estar para quem está por nós. Momentos como estes passam valores familiares inestimáveis aos nossos filhos que mil palavras não transmitiriam, nem conseguiriam explicar. São carinhos, afagos, sorrisos, e "toma lá estes tupperwares com um pouco da feijoada" (uma vez chegada a casa verifico são 3 com arroz, feijoada para uma semana! e canja) e "olha lá mais este saco com um pão, que fico com muito e se estraga" e "mais esta garrafinha de ginginha"...

Fez falta este dia que se antevia em casa, obrigou-me a deitar já a horas tardias para conseguir tratar da roupa para a semana (já vos disse que detesto meias! Ai como detesto meias...). Não houve preparação de refeições para a semana, mas estes transtornos ultrapassam-se com um sorriso quando se sabe o que os originou. É só querer e ter disposição para tal. Toda a desorganização da semana terá um contexto que saberá bem recordar.

sábado, 5 de outubro de 2013

Organizite caseira - Lavar as almofadas


Pois é, aquela tarefa que temos de fazer pelo menos 1 vez por ano. Os lençóis e fronhas são lavados 1 vez por semana e normalmente 1 vez por anos viramos os colchões e damos-lhes uma boa sacudidela e aspiradela. E as almofadas? É muito fácil nos esquecermos delas, apenas mudando as fronhas. O problema é elas se tornarem um repositório de maus cheiros e de bactérias.Será que custa assim tanto lavá-las? Venho partilhar convosco como tratar melhor das suas almofadas e do seu conforto nocturno.

É necessário:

     detergente líquido
     duas bolas de ténis
     um par de meias brancas 



Passos a seguir


     1 - Verifique o rótulo para se certificar de que a sua almofada pode ir à máquina de lavar roupa. Ter um cuidado especial com as almofadas de penas. Não vai querer uma explosão de penas na sua máquina de lavar roupa;

     2 - Coloque duas almofadas na máquina de lavar de cada vez. Desta forma, a máquina vai ficar equilibrada, enquanto gira;

 
     3 - Utilize um detergente líquido suave em vez de detergente em pó, pois o pó pode deixar resíduos nas almofadas;


     4 - Passar as almofadas duas vezes pelo ciclo de enxaguamento para ter certeza de que o detergente é completamente removido.

 
     5 - Quando colocar as almofadas na máquina de secar, adicione um par de bolas de ténis envoltos em meias brancas. É suposto elas ajudarem as suas almofadas a regressar à forma inicial.
      

     6 -  Tenha cuidado, é suposto as suas almofadas estarem completamente secas antes de levá-las de volta para a sua cama. O mínimo de humidade pode levar ao aparecimento de bolores.
  


Se a sua almofada não ficar em condições tenha paciência e invista numa nova almofada, pois lembre-se que é nela que a sua cara repousa uma série de horas todas as noites. Ajuda imenso usar  fronhas protectoras de almofadas. Eu costumo comprar as minhas no IKEA (passo a publicidade!). Tenho duas por cada almofada e sempre que vou fazer uma máquina de roupa branca troco algumas destas fronhas. Garanto assim mais roupa para as máquinas de roupa branca - que eu não gosto de fazer meias máquinas, manias minhas ambientalistas de poupança de águas, luz e afins! -, que não haja cheiros indesejados nas almofadas e uma vida mais longa às mesmas que precisam de visitar a máquina de lavar roupa muito menos do que era hábito antes de passar a usar estas fronhas!


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A intolerância à lactose e a genética

Aviso já que este post é loooonnngggoo e só interessa intolerantes à lactose ou apaixonados por estas coisas do ADN, heranças genéticas ou "coisas-de-saúde".

Eu, que sou pessoa de partilhas e intolerante à lactose, andei nas minhas buscas e encontrei esta informação que adaptei e formatei para partilhá-la convosco. Espero que esclareça quem, como eu, anda a pesquisar sobre este tema.





Qual destas duas afirmações é verdadeira ? 

 A) A intolerância à lactose afecta todos os membros de uma família;

 B) Pode ser-se intolerante à lactose mesmo se nenhum dos pais o forem.



Curiosamente, ambas são perfeitamente verdadeiras . Ora vejam aqui:



Aproximadamente há 10 mil anos atrás, praticamente todas as pessoas no mundo eram intolerantes à lactose. Todos podiam beber leite em criança, mas algures após o desmame os seus intestinos paravam de produzir uma enzima, chamada lactase, que digere a lactose do leite. O intestino delgado deixa de produzir esta enzima porque um determinado gene no cromossoma 2 lhe envia um sinal que lhe diz para fazê-lo. Vamos chamar a esse gene "m".
Os genes são codificadas pelo ADN e, normalmente, os nossos corpos são extremamente bons em fazer exatamente cópias perfeitas do nosso ADN. De vez em quando, porém, os nossos corpos cometem um erro. Estes erros são apelidados de mutações. Algumas são prejudiciais, outras não têm efeito nenhum (pensamos nós!). Algumas mudanças serão realmente úteis.
Só por acaso, então, algumas pessoas devem ter sofrido uma mutação no gene m que mudou, deixando de enviar para o intestino delgado o sinal de parar a produção de lactase. Vamos chamar ao gene mutado "M". Foi esta mudança benéfica ou prejudicial? A menos que bebesse leite fresco em adulto, ninguém notaria que tinha a versão m ou M do gene.
Mas no norte da Europa , surgiram algumas boas fontes de cálcio. E o tempo mais frio permitiu que os agricultores pudessem beber o leite fresco em vez de processá-lo em formas de baixa lactose, como manteiga e queijo. E assim os adultos com gene M podiam beber leite sem sofrer com os sintomas da intolerância à lactose. 
Pessoas com o gene M que, produzem lactase, podem processar o cálcio no leite melhor do que as pessoas com gene m que são intolerantes à lactose. Nessa época um bom aporte de cálcio era especialmente importante. Aqueles que tinham mais cálcio nos ossos eram mais saudáveis ​​e mais fortes. As mulheres eram mais propensas a sobreviver aos partos. O gene M deu-lhes uma muito ligeira, mas importante vantagem genética que propagou o gene M através da população. É por isso que as pessoas de ascendência do Norte da Europa são mais capazes de beber leite em adultos, enquanto a maioria das pessoas de outros patrimónios genéticos não pode. 
Um outro factor também deve ser considerado. O gene M é um gene dominante. Se uma criança o herda de um dos pais, terá tem uma grande probabilidade de vir a poder beber leite em adulto. O gene m é recessivo, a criança tem de herdá-lo de ambos os pais para se tornar intolerante à lactose.


É por isso que ambas as afirmações acima são verdadeiras. 
As crianças que recebem um gene m de ambos os pais tornar-se-ão naturalmente intolerantes à lactose. Então a intolerância à lactose obviamente é transmitida pela família. Da mesma forma as crianças que recebem um gene M de ambos os pais poderam beber leite toda a vida.
Mas fica complicado quando poderá haver uma mistura de genes. Digamos que temos um homem e uma mulher e que ambos herdaram o gene M de um dos pais e o gene m do outro. Ambos, portanto, têm uma combinação Mm , e assim não serão intolerantes à lactose. Se eles tiverem filhos, três coisas podem acontecer. Os seus filhos podem ser MM, e beber leite. Os seus filhos podem ser Mm, o que também significa que eles podem beber leite . Mas - e aqui está a parte difícil - os seus filhos podem, apenas por acaso, novamente, acabar mm e, em caso afirmativo, eles serão intolerantes à lactose mesmo se nenhum de seus pais o eram.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Enriquecer o meu léxico

Hoje mais uma palavra vem enriquecer o meu léxico: nomofobia




Conhecia o quadro clínico e conheço vários padecedores deste "mal", mas não sabia o que lhe chamar. Agora já sei! Obrigada, Sónia! (Clic!)

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Não resisti a postar este cartoon do Cartonista António Luís Cardoso

Mais conhecido por Cardosálio.

Tive o prazer de conhecer este Sr., este ano, no âmbito de uma actividade desenvolvida com crianças que eu ajudei a organizar. Foi muito interessante ver como as crianças reagiram à sua explicação do que eram Cartoons. No final almoçamos e a conversa fluiu. É uma pessoa simples, de uma simpatia contagiante e com um humor e olhar clínico sobre a actualidade sem igual. Vejam aqui mais sobre Cardosálio (clic!).

Não resisti a postar este cartoon! Não está o máximo?



segunda-feira, 1 de julho de 2013

Remexer no Baú: Solidão

Este texto foi-me enviado por uma amiga já vai para perto de três anos e na altura gostei imenso. Dei agora de novo com ele e apercebi-me que continuo a gostar imenso. E como acredito na partilha para um crescimento comum, qualquer que seja a valência e área da nossa vida, deixo-o aqui para vós!


"Solidão não é falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer amor...
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos na ausência dos entes queridos que não podem voltar...
Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que nós impomos para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que reavaliemos a nossa vida...
Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de pessoas ao nosso lado...
Isto é circunstancial.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma...

(Chico Buarque de Holanda)

De nada adianta fingir que não existem momentos de desalento, de tristeza, de fragilidade, nem adianta fugir deles. A melhor maneira de nos libertarmos destes momentos é chorando. Às vezes é preciso esta libertação, estas catarses, estas lágrimas, para que consigamos esvaziar-nos. Estamos demasiado cheios de repressões, de códigos de boa conduta (alguns têm, outros nunca ouviram falar) que, muitas vezes, nos fazem mais mal do que bem. Sim, precisamos de regras – já assim é tão difícil convivermos imagine-se sem elas – mas precisamos também de ter bom senso, sensibilidade e inteligência para saber quando as devemos quebrar para nosso próprio bem, mas sem egoísmos. Devemos quebrar regras quando elas nos condicionam, inibem e castram.
Nos momentos de maior pressão, ou desafio, olhe para trás e reveja aquela terrível experiência que viveu e que ultrapassou. Foi grande, não foi? Foi audaz, verdade? Pois, e continua a ser! A única coisa que mudou é que agora é mais maduro e a maturidade é um óptimo parceiro de Jogo.
Tenha o seu luto, respeite e aceite o seu tempo de reestruturação mas depois volte à vida, sim? Precisamos de si."

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Amiximaki outra vez em acção!!

Já não era sem fim!!!! Puxa... Tenho passado perto do meu Atelier (nome pomposo para um canto da casa dedicado aos meus momentos artísticos de toda a ordem) e olho para ela - a minha querida máquina de costura - e suspiro, pensando que não tarda terei tempo para voltar. Ontem foi o dia! ahhh... Queria fazer companhia ao meu maridinho, pois são mais que escassas as horas em que conseguimos estar juntos, sobretudo só os dois. Então armei-me com tecido, agulhas e afins e fui marcar uns trabalhos para perto dele. Ele ali a trabalhar afincadamente no PC e eu com tudo espalhado no tapete aos pés dele. Cada um concentrado nos seus labores, mas lado a lado. Estar, assim, perto, em silêncio, mas estar. Isto é um bocadinho da explicação do que é o Amor. O nosso. E o que é que eu estava a fazer? Vão ter de esperar uns dias para ver...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Abolir a gritaria matinal... é muito difícil, mas não impossível

Hoje estava a ler este post (clic!) de uma blogger que sigo (e recomendo pelo humor, o que me rio com ela!) e decidi deixar-lhe um comentário que ilustra a forma como eu decidi lidar com as birrices e embirrices matinais, quer deles, quer minhas.

Dei por mim exactamente nesse ciclo vicioso que é passar a manhã a gritar com os miúdos e chegar ao trabalho numa pilha de nervos e pensar que o pouco tempo que tinha com eles passava-o a gritar e a enervar-me. Depois decidi que afinal eles são crianças e eu adulta. Logo (em teoria :) ) eu estou em vantagem e decidi racionalizar a situação e fazer algumas alterações. Implementei umas 4 ementas para pequeno-almoços e uma regra: se querem uma coisa diferente das da ementa, eu aponto para termos para o pequeno-almoço do dia seguinte (às vezes é complicado cumprir, mas pelo sossego dos restantes dias desdobro-me!) e algumas vontades são para pequeno-almoços de fim-de-semana que acabam sempre por ser mais especiais. Ao fim de umas birras deixaram-se de exigências (mais o I, que o H é muito pacífico e compreensivo - poderia dizer que é por sesr mais velho, mas não, foi sempre assim) e as escolhas matinais passaram a ser pacíficas. Quando acordam estou lá para dar miminhos e bons dias e têm de me dizer o que querem das 4 opções :) . A roupa é a farda da escola (dá imeeenso jeito!) e podem ir com os sapatos que quiserem dos 2 ou 3 pares que lhes dou à escolha (para evitar irem de ténis de pano com chuva torrencial). Também decidi instituir a regra do "conta 3". Eu digo para fazerem uma coisa, se não fazem ou reagem mal, conta 1. Quando somei 3 num dia já sabem que no dia seguinte não há "ecrãs". E com isso aboli a maioria da gritaria e eles sabem com o que contar. Por vezes quando ameaço contar 3 o mais novo de 6 anos não se contem e chora que nem um desalmado. Só tenho que ter paciência e deixá-lo chorar, pois de repente fica muito calmo e sereno e até me vem pedir desculpa. Se eu estivesse de roda dele a tentar falar com ele só iria prolongar mais a choradeira, sem grande sucesso. Mesmo com todos estes truques e técnicas há dias que têm de levar com um grande sermão a caminho da escola, mas tento fazer um esforço para os deixar sempre com um abraço, um beijão e um sorriso para recordarem ao longo do dia.


Por vezes temos mesmo de parar e pensar na forma como vivemos alguns momentos da nossa vida para perceber se é mesmo isso que queremos. Acredito, que mesmo que seja mínimo, conseguimos sempre melhorar alguma situação quando paramos para pensar, racionalizar e tentar mudar.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Hoje oiço... #7

Et çá (clic!), encore cá (clic!), plus (clic!)...  Aiii, et celle ci (clic!) une de mes préférées.


E isto (clic!), ainda isto (clic!), mais esta (clic!) .... Aiii e esta aqui (clic!)  uma das minhas preferidas.

J'ai eu la chaire de poule* (Hoje oiço... #7)

Moi aussi je suis de la Génération Goldman. Ces musiques (clic!) me touchent encore et me sont si familières...

Merci, SV!
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Até me arrepiei

Eu também sou da Geração Goldman. As suas músicas (clic!)  ainda me dizem muito e são-me tão familiares.

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I had goosebumps

I am also from the generation Goldman. His music (clic!) take be back to the past. They are so familiar to me and they continue to touch my heart.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Harvard retira laticínios da dieta saudável... Isto é que vai ser um apolémica e é uma chatice...


Recomendo leitura... (clic!)




Eu sempre bebi leite, mas não era grande fã. Quando era pequena tinha de ser sempre quente e com chocolate em pó. Quando cresci comecei a usar também Mocambo para variar. Na altura em que engravidei forcei-me a beber mais leite e quando amamentei obriguei-me a aprender a gostar de leite branco por causa daquelas coisas dos sabores passarem para o leite e etc... (coisas de grávidas e mamãs). Com o tempo, por ser prático, comecei a beber também leite frio. Ou seja, agora que estou no ponto no que se refere ao consumo de leite é que me aparece esta novidade!!! Realmente já me tinha cruzado com uns artigos que já vinham nesta linha de pensamento, mas no fundo (como até ia gostando cada vez mais de leite) continuei sempre a consumir e cada vez mais. Hum... enfim... um dia destes passamos a ser ruminantes novamente...


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Porque amar é lindo e tem várias formas...

Leiam, por favor (Clic!). É a mais longa definição de Amor que já li, mas por ser tão simples é das mais tangíveis e verdadeiras. Quero acreditar que no fundo, amar é assim tão simples.

Gosto particularmente das seguintes passagens:

"(...)
- Amores?... Há mais que um amor? – perguntou Joana, pensativa.
- Há muitos, todos grandiosos! E não se sentem apenas no coração que bate acelerado… Sentem-se em todo o corpo: nos olhos brilhantes, no sorriso mais bonito, nos pêlos dos braços que se eriçam, nas pernas que às vezes tremem, na barriga que parece ter borboletas a esvoaçarem dentro dela.
(...)
Podemos amar um filho, uma mãe ou um pai, um irmão, um namorado, um amigo, a Natureza… são amores diferentes.
(...)
O amor entre irmãos é cor-de-rosa. Ternurento, cúmplice, brincalhão. É o amor de uma meninice partilhada com brincadeiras… e também algumas desavenças – disse a mãe, sorrindo e acariciando os cabelos encaracolados do seu menino – É o amor que crescerá convosco e que será cada dia maior, tal como vocês serão cada dia mais altos. É a certeza de haver alguém sempre connosco, aquele que partilhou a mesma casa, o pai e a mãe.
(...)
- O amor entre os pais começa por ser vermelho, quando se apaixonam. Contam os minutos para estarem perto um do outro, abraçam-se e beijam-se muito… - explicou a mãe, observando os risinhos envergonhados de Joana – e depois, a cor muda para amarelo polvilhado de pozinhos dourados... É uma cor mais serena cheia de esperança de uma vida conjunta, criando uma família, com o nascimento dos filhos. É uma cor que brilha, pela felicidade que é partilhar a vida com uma pessoa que nos completa… e que amamos.
(...)
- Amar não é possuir, pois não? Amar é ajudar, partilhar e deixar livre… Se quisermos possuir, é porque não é amor verdadeiro  
(...)
- Estas são as lágrimas que nascem do amor branco, meus filhos. É o amor de mãe e de pai. É o sentimento que nasce em nós quando sabemos que um bebé do tamanho de um bago de arroz está a crescer na barriga. É branco porque tem todas as possibilidades: o amarelo quando brincamos juntos nos baloiços, o cor-de-rosa quando nos aninhamos no sofá numa tarde chuvosa de Domingo, o castanho quando fazemos juntos um bolo de chocolate…
- … o cor-de-laranja quando nos lês um livro de aventuras, o azul quando corremos na praia, o verde quando calçamos as galochas e saltamos nas poças de água!
(...)"





Que tenham uma vida do mais colorido que há!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

De quando os pais querem tanto ajudar os filhos que acabam por prejudicá-los



Este artigo (clic!) vem reforçar a minha opinião sobre a forma como os pais se "intrometem" demasiado na vida dos filhos. Há algum tempo atrás conversava sobre este tema com uns amigos. A conversa arrancou quando se comentou que hoje em dia é normal os pais irem ou ligarem para as escolas superiores (sim, superiores!) para saber se os filhos têm ido às aulas, saber das notas deles ou tratarem das suas questões burocráticas. Confesso que fiquei surpreendida. Não fazia ideia. Uns dias mais tarde confirmava este cenário junto de uma colega que costuma fazer tal coisa relativamente à filha. Justifica essas atitudes porque ora lhe dá mais jeito a ela, para a filha não ter de se deslocar só para tratar de uma coisa insignificante ou porque ela tem de estar concentradíssima noutros trabalhos/estudos. O cerne da conversa para mim é que há toda uma independência e um ganho de auto-estima que se perde com esta presença constante dos pais. Este artigo ainda vai mais longe, ou apenas foca uma das consequências que é a propensão para a depressão e menor felicidade desses jovens adultos. Ainda faltam largos anos para eu chegar a esta fase, mas espero criar condições para os meus filhos serem totalmente independentes. Isso não é mau, ao contrário do que muitos pais pensam.