Está nova aventura do Urban sketching é uma janela de oportunidade para eu sair totalmente da minha zona de conforto. Hoje estava numa sala de espera de um hospital e comecei a sentir vontade de puxar do meu bloco. Observava duas pessoas à espera eles também e acabei mesmo por puxar do meu bloco. Foi um esboço muito rápido, num turbilhão. De alguma forma esperava que me chamassem depressa, e ao mesmo tempo que demorassem mais um pouco para eu conseguir acabar. O homem começou a mexer-se muito e decidi começarar a aquarelar antes de lhe acabar as pernas. O sombreado das pernas dele já acabei em casa, mesmo antes de tirar a foto e assinar e datar o desenho. Ainda não tinha desenhado assim pessoas, como centro do meu desenho. Gostei do resultado.
terça-feira, 14 de julho de 2015
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Ensinamento ao H e I (sobretudo ao I)
Há momentos em que visto a "batina de Mãe" e armo-me em pregadora. O mote do meu último sermão foi - "Temos de dar sempre o nosso melhor".
Alguns dos argumentos:
1) Temos de dar sempre o nosso melhor até que tal se torne um hábito e que sem nos apercebermos deixa de ser um esforço darmos o nosso melhor;
2) Como "ontem" demos o nosso melhor, quando "amanhã" tentarmos dar o nosso melhor, já estaremos a ir muito mais além;
3) Se estivermos sempre a dar o nosso melhor quando nos pedirem na nossa vida (na escola, no trabalho) para nos esforçarmos mais e chegar mais além, estaremos mais perto de lá chegar e o esforço para lá chegarmos será menor. Muito menor provavelmente do que o que os que estarão connosco a tentar lá chegar também, se estes não estiverem habituados a darem o seu melhor. Eles não conseguirão chegar lá tão bem e depressa quanto nós.
4) E depois há as pequenas satisfações que vamos obtendo em cada coisa que fazemos por sabermos que demos o nosso máximo. Primeiro porque sabemos que demos o nosso melhor e depois porque com certeza ao dar o nosso melhor o nosso dia-à-dia vai correr sempre bem. E se correr mal, pelo menos temos o consolo que não foi por falta de esforço nosso.
Li uma vez que um dos maiores problemas da educação dos filhos é não lhes explicarmos as coisas em detalhe e esperarmos que saibam e tenham os comportamentos correctos sem antes lhes ter sido explicado detalhadamente o que devem fazer em determinadas situações. Coisas como se virar para uma criança pequena num restaurante e dizer-lhe: "Porta-te bem!". Se nunca lhe tivermos dito o que significa o "Porta-te bem" num restaurante é provável que ele não consiga decifrar que o que queremos dizer seja algo como: - "Senta-te sossegado na cadeira e não fales alto, nem grites."; "Tem cuidado com o copo para não entornares água". Acho que isto me marcou e por vezes quando vejo pais a gritarem com crianças pequenas com ordens tão abstractas como o "Porta-te bem!" apetece-me ir lá dizer-lhes que se calhar umas indicações mais explícitas aos pequenos simplificariam muito as coisas.
sábado, 11 de julho de 2015
E para o jantar sai...
Era mais do que visto do que com tanto tomate não podia deixar de fazer um gaspacho.
Estão servidos?
Experimentei uma receita nova e ficou aprovadíssima. Já transcrevi para o meu livro de receitas. Eu não gosto, mas o F teve direito a cubinhos de pepino, cebola e pimento. Próximo pitéu: sopa de tomate à moda algarvia.
Vejam o que resultou da apanha de ontem.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Corta! Repete! Insiste! Corta! Agora mais uma série!
Foi mais ou menos o que se passou ontem de manhã. Parecia daquelas aulas de ginásio em que parece que toda a gente liga o turbo para conseguir fazer o máximo em 45 a 55 mins. Tinha pouco tempo, mas tinha cismado que tinha de podar uns arbustos e uma sebe no meu jardim. Entrei em modo furacão, peguei no corta-sebes manual e ataquei o jardim. A minha empreitada era tão desafiadora que o meu maridinho foi-me logo buscar o corta-sebes eléctrico, pois deve ter percebido que eu não iria parar enquanto não tivesse o trabalho terminado. Assim despachei a coisa rapidamente, até porque pus o I e o H (este a contragosto, pois não liga nenhuma a jardinagem) atrás de mim com sacos do lixo e luvas a apanhar o que ia cortando. Fiquei contente e satisfeita com o feito...
até hoje... Estou com uma dor nos braços e nas mãos que nem vos conto (na realidade, estou a contar...). Acho que até já se está a espalhar às omoplatas... Mas lá que fiquei satisfeita ontem, fiquei. E o jardim ficou bem mais ao meu gosto.
Sketching a dois tempos
Porque a hora de almoço não estica ao infinito este sketching (aguarela) teve de ser feita em duas horas de almoço, com um toque de última hora que ficou a brilhar na foto.
Quando já me estava a preparar por dá-lo como acabado olhava para ele e sentia que lhe (me) faltava algo. Foi aí que adicionei as três silhuetas - dois a passear e um turista agarrado ao telefone. Era mesmo o detalhe que faltava!
Ainda dos tomates da nossa horta
Não resisti a tirar uma foto a este tomatito. Parece uma abobrinha mini.
Para o meu jantar fiz está saladinha para provar estes novos tomates amarelos. Só vos tenho a dizer que são dos mais saborosos, com um sabor único.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Dos Sketching do H
Pois sim... O H tem muito jeito para o desenho. Estes são alguns dos desenhos que apanhei num bloco de desenhos que iniciou ainda em 2013, ou seja, teria uns 9/10 anos quando fez alguns destes desenhos. Ainda se baseia muito na reprodução de desenhos que goste. Ando a tentar convencê-lo a por cor nos seus desenhos, mas ele diz que não quer porque acha que vai estragá-los.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Isto não tem jeito nenhum...
I: 'Oh, Mãe! Na América saiu uma nova lei. Os rapazes podem namorar com rapazes e as raparigas podem namorar com as raparigas.'
Eu: 'A sério, filho?'
I: 'Isto não tem jeito nenhum...'
Eu: 'Porquê?'
I: 'Imagina duas raparigas a namorar... E se ficam grávidas as duas ao mesmo tempo!? Já viste!'
Lembro-me de ouvir o meu Pai dizer isto quando era pequena ...
"Aqui o possível já está feito.
O impossível está em curso e
para os Milagres prever um prazo de 48 horas."
Nos dias que correm, bem que poderia ter isto pendurado na "porta" do meu escritório.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Apanha de hoje!
Não há igual ao tomate caseiro. Este ano plantou-se uma maior diversidade de qualidades de tomate. Ele é tomate coração-de-boi, ele é tomate maçã, ele é tomate chucha, ele é outros que nem sei... O que sei é que vai haver sopa de tomate e gaspacho por estas bandas não tarda nada.
terça-feira, 23 de junho de 2015
Prolongar as férias...
Estes desenhos foram iniciados nas férias, mas parte deles foi acabado nos dias seguintes. Quer no próprio acabar do desenho, quer em retoques da aguarela que não tinha ficado como queria. Foi assim como um prolongamento das férias. Como se ainda estivesse mergulhada naqueles cenários.
Esta era a vista a caminho do meu bungalow e da piscina.
Pormenores das nossas idas a Vila Nova de Milfontes
Fiquei depois arrependida de não ter dedicado uma página inteira a esta casa alentejana.
Algumas das pessoas que se vão apercebendo deste meu novo hobby questionam-me porque pinto num bloco e nos dois lados da página (sacrilégio!), pois assim não consigo fazer quadros dos meus desenhos. Uma delas até referiu o facto de ficar com eles fechados nos blocos e sendo dos dois lados se quisesse vendê-los não conseguiria. Confesso que não me importaria nada de pendurar alguns deles lá em casa. Quem sabe um dia... Eu simplesmente tenho respondido que é pelo prazer do momento. Da liberdade da criação. Poder fazê-lo em qualquer lugar, a qualquer momento. E lá no fundo saber que os trago sempre comigo (pelo menos por enquanto, que ainda vou no primeiro bloco!)
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Recarregar baterias
Aproveitámos o feriado da semana passada para ir descansar para a costa Alentejana. O tempo esteve muito incerto sempre a saltitar entre o frio e o calor, o céu cinza cheio de nuvens e o céu azul. Passava o tempo a vestir e despir echarpes e casacos. Mas não me impediu de fazer nada, entre as petiscadas, uns passeios, as idas à praia e o "esparamanço" na espreguiçadeira à beira da bela da piscina foram-se passando os dias suave e agradavelmente. Felizmente consegui espaço e tempo para me dedicar aos meus desenhos. Pude realmente vivenciar o que a Rita disse na Workshop que me iniciou nesta coisa dos rabiscos, que é a abertura dos nossos sentidos ao que nos rodeia. À medida que ia desenhando a forma como olhava para as paisagens ao meu redor começou a alterar. Comecei a reparar mais nas várias tonalidades dos campos a perder de vista, nos tons do céu que alternavam ao longo do dia dos cinzentos aos azuis claros, nas pequenas flores. E eu penso que sempre fui pessoa para apreciar o que me rodeia. No entanto, acho que o que alterou foi a atenção que dei por mim a dar às cores. Dou por mim a fazer misturas de cores mentalmente imaginando como conseguiria chegar aquelas cores.
Connosco estavam várias crianças e houve alturas que já nem conseguia ver a paisagem à minha volta, pois todas me rodeavam estarrecidas por me verem a desenhar. Algumas já me pediam para ver como tinha ficado o desenho da véspera depois de acabado ou vinham perguntar se não tinha feito mais nada entretanto. Das crianças algumas das perguntas/comentários mais comuns são: "Gostas de desenhar?";"Eu nunca vou conseguir desenhar assim";"Como é que aprendeste a desenhar assim?";"Sempre pintaste assim, mesmo quando eras pequena?";"Tu és pintora/artista?"...
Dos adultos o comentário mais comum é: "Tens muito jeito. Eu não tenho jeito nenhum para o desenho. Nunca era capaz de fazer nada disto"
Não escondo que sempre tive jeito para o desenho desde pequena, mas aos mais novos respondi que tinham de experimentar e treinar muito. Aos mais velhos tentei explicar que o jeito é algo muito relativo. É preciso encontrarem o seu estilo e aquilo do que gostam e entregarem-se ao prazer de rabiscar. Desafiei-os explicando-lhes que poderiam ter uma agradável surpresa com o resultado. Mostrei-lhes o meus desenhos para eles próprios perceberem a evolução de uns para os outros.
Para já deixo-vos com dois deles, que por acaso são dos que gostei mais e dos quais já tenho fotos. Publico os restantes quando tirar as fotos.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Parabéns a mim!
Porque hoje é o meu dia. Porque gosto do que já vivi. Quer as experiências boas quer as más - são o meu todo. Com a idade aprendi a libertar-me da (alguma!) bagagem desnecessária. Mas reconheço que ainda tenho muito percurso para me libertar mesmo. Reforcei a ideia de que os amigos não são para sempre e que só devemos manter na nossa vida quem quer lá permanecer. Devemos deixar as portas abertas para novas entradas, mas não todas. Algumas são deveras aquisições muito valiosas no plano afectivo, outras trazem-nos boas partilhadas de experiências e momentos memoráveis. Fujo a sete pés de pessoas tóxicas. Tornei-me menos ingénua e aceitei que não sou responsável por todos os que me rodeiam. Alguns precisam de ajuda e lá estarei. Outros terão de trilhar os seus próprios caminhos, pois no fundo não querem trilhar outros.
É com muita satisfação que olho para trás e com determinação que sigo em frente. Venha lá mais um, dos que me aguardam!
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Do meu jardim...
Tenho uma trepadeira que dá uma flor tão linda. É muito parecida com a flor de Maracujá. Tenho tido os dias tãoooo ocupados que não estou a conseguir desenhar durante o dia. Então tirei uma foto quando cheguei a casa (entre os míudos sairem e não sairem do carro) e desenhei e pintei à noite, depois de os deitar. Para mim é uma óptima forma de acabar o dia. É do mais relaxante que há.
Com muita ginástica consegue-se uma boa gestão do tempo e esticar os dias para também lá caberem uns momentinhos para o nosso bem estar.
Para acabar em grande o fds
O H tem amanhã uma venda na escola e queria algo para vender. Eu queria experimentar uma receita que vi no Pinterest. Tinha uma massa folhada a acabar o prazo. Juntou-se isso tudo e resultou numas "Rosas folhadas de Gila". A receita pedia doce de alperce, mas eu só tinha doce de Gila feito pelo minha mãe. Além destes 8 ainda deu mais 3, que eu e o F dividimos acompanhados de uma caneca de chá. Só vos digo que o H correu um sério risco de não levar nada para a venda. Quentinhas estas rosas são DIVINAIS. E agora vou-me deitar que já é bem tarde.
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