Este desenho é a prova que o tempo estica conforme quisermos e que a paciência é uma grande (enorme) virtude. A minha última semana de trabalho antes de ir de férias foi bastante intensa. Parece que para se ir de férias temos de fazer o mesmo que se faria nesse período adicionando-o ao trabalho da semana anterior e ao da seguinte. Não conseguia ter horas para almoçar. Almoços combinados com duas amigas tiveram que ser relegados para o regresso das férias. Já não me lembro se foi ao longo de dois ou três almoços a correr com uma sopa e uma sandes, na cafetaria do trabalho, que fui fazendo este desenho, mas foi assim muito rápido, rápido, a correr, para sentir que tinha um corte ao longo do dia digno desse nome. Para desligar por poucos minutos que fosse. E atingi o meu propósito. Desliguei mesmo nos 15 a 20 minutos que levei a comer a minha sopa e a engolir a minha sandes com a mão esquerda, enquanto pintava com a direita. Quando acabava o festim guardava o material, abanava e soprava o bloco e toca a regressar ao meu posto de trabalho. Algumas sombras já só foram terminadas nas férias, que foi quando assinei o desenho. É a prova viva que o tempo estica e que com paciência se vai fazendo muita coisa. Quando me perguntam como consigo fazer tanta coisa e chegar a tanto lado, por vezes nem sei como explicar. Penso que a vontade de fazer é tão forte e a certeza que gostaria de fazer coisas que dariam para muito mais do que uma vida me faz procurar optimizar o pouco tempo que tenho. Quando vejo certas pessoas deixar escoarem-se as horas dos dias sem as aproveitarem apetece-me abaná-las e perguntar-lhes se não temem o arrependimento um dia mais tarde. Se estão conscientes? Se não acreditam numa forma diferente, mais intensa de viver a vida. Espero sinceramente que não lhes chegue esse tal arrependimento.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Voltei à costura!
Daquela que eu gosto. Ou seja, daquela que sou eu que decidi fazer. Que não é uns remendos numas calças dos miúdos ou umas bainhas em calças do maridão.
No entanto tratou-se de umas balinhas:
Para transformar umas calças minhas em calções.
Romperam-se entre pernas, mas de resto estavam como novas e gostava bastante da forma como me assentavam.
Está pequena aplicação foi para alargar a perna. Não ficaram bem iguais, mas é o que dá fazer a coisa numa noite, a olho e sem grandes medidas.
O resultado ficou óptimo. Os calções já foram estreados e aqui, moi - a cliente - ficou bastante satisfeita e com vontade de reciclar umas quantas calças.
terça-feira, 25 de agosto de 2015
A vendima cá de casa
Ou melhor cá do quintal. O meu sogro há uns dois anos trouxe-me umas hortênsias num vaso. Como estava com presa, abri um buraco no canteiro dos cactos que era o único com espaço livre e tirei as hortênsias em bloco do vaso e transplantei-as para o buraco. Com pena minha estão num local algo escondido, que não é de passagem diariamente. Uns meses depois apercebo-me que estava algo a surgir do maciço das hortênsias. Era uma videira. Achei piada e fui-a emparreirando por uns cabos de aço que tenho a fazer de guarda junto a esse canteiro. Ela cresceu que nem uma maluca e no início deste ano até lhe dei uma pequena poda para a emparreirar melhor. Há uns meses atrás apercebo-me que estava com uns cachos por lá pendurados no meio dos arbustos que ladeiam a tal guarda. A semana passada decidi vendimar e vejam o resultado. Não me tinha dado conta que eram assim tantos cachos. A uva tem uma casca grossa, mas é saborosa.
domingo, 23 de agosto de 2015
Mais uns sketches...
Apesar de não ter partilhado os meus últimos sketches tenho pintado alguma coisita. Muito menos do que queria, mas o tempo tem sido dedicado a outras (boas) coisas.
Este representa um pormenor da cozinha dos meus pais. Estava a tomar um chá e surgiu-me uma vontade tremenda de pegar no bloco e rabiscar. Por ser um desenho com tão pouca cor, na altura fiquei com uma sensação de que o desenho estava inacabado e até o assinei somente dias depois. Estava assim para o insatisfeita. A verdade é que acho que apenas dias depois quando o voltei a ver percebi que era mesmo aquilo que queria captar. No fundo a serenidade e a familiaridade do local.
Este representa um pormenor da cozinha dos meus pais. Estava a tomar um chá e surgiu-me uma vontade tremenda de pegar no bloco e rabiscar. Por ser um desenho com tão pouca cor, na altura fiquei com uma sensação de que o desenho estava inacabado e até o assinei somente dias depois. Estava assim para o insatisfeita. A verdade é que acho que apenas dias depois quando o voltei a ver percebi que era mesmo aquilo que queria captar. No fundo a serenidade e a familiaridade do local.
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
H a transmitir conhecimento a I
H: "Há uma doença em que as pessoas são magras e se olham ao espelho e se vêm gordas."
I: "Ah... É uma doença que afeta a visão?"
I: "Ah... É uma doença que afeta a visão?"
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Das produções da nossa horta...
Esta foi a produção da última quinta-feira. Aquela coisa roxa no meio dos tomates é um Maracujá. Só depois de tirar a foto é que percebi que na tigela dos morangos estava um intruso. Vejam se descobrem qual é!
É um verdadeiro corte da azáfama diária. Poder chegar a casa, mudar de roupa, calçar os botins da jardinagem e ir de caixas e alguidares fazer a colheita do dia. Melhor ainda quando é feito a dois ou a quatro.
Parte foi logo consumida ao jantar. Os morangos normalmente nem ao frigorífico vão, são logo comidos.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
quarta-feira, 29 de julho de 2015
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Cherovias
Hoje descobri mais um legume - a cherovia (ou pastinaca).
O meu vizinho - que já perceberam é um Sr. muito simpático - trouxe-nos um petisco que são cherovias fritas. Uma iguaria lá da região dele das Beiras que consiste em fritar fatias de cherovias em polme. Uma delícia!
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Da importância da routina diária
* Nunca mudarás a tua vida
enquanto não mudares algo do que fazes diariamente.
O segredo do teu sucesso
encontra-se na tua rotina diária.
terça-feira, 14 de julho de 2015
Modernices
E de repente dou comigo a trocar fotos e mensagens no WhatsApp com o meu Pai.
Já com o meu filho foi estranho... Agora com o meu Pai...
Interrupção indesejada da espera
Está nova aventura do Urban sketching é uma janela de oportunidade para eu sair totalmente da minha zona de conforto. Hoje estava numa sala de espera de um hospital e comecei a sentir vontade de puxar do meu bloco. Observava duas pessoas à espera eles também e acabei mesmo por puxar do meu bloco. Foi um esboço muito rápido, num turbilhão. De alguma forma esperava que me chamassem depressa, e ao mesmo tempo que demorassem mais um pouco para eu conseguir acabar. O homem começou a mexer-se muito e decidi começarar a aquarelar antes de lhe acabar as pernas. O sombreado das pernas dele já acabei em casa, mesmo antes de tirar a foto e assinar e datar o desenho. Ainda não tinha desenhado assim pessoas, como centro do meu desenho. Gostei do resultado.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Ensinamento ao H e I (sobretudo ao I)
Há momentos em que visto a "batina de Mãe" e armo-me em pregadora. O mote do meu último sermão foi - "Temos de dar sempre o nosso melhor".
Alguns dos argumentos:
1) Temos de dar sempre o nosso melhor até que tal se torne um hábito e que sem nos apercebermos deixa de ser um esforço darmos o nosso melhor;
2) Como "ontem" demos o nosso melhor, quando "amanhã" tentarmos dar o nosso melhor, já estaremos a ir muito mais além;
3) Se estivermos sempre a dar o nosso melhor quando nos pedirem na nossa vida (na escola, no trabalho) para nos esforçarmos mais e chegar mais além, estaremos mais perto de lá chegar e o esforço para lá chegarmos será menor. Muito menor provavelmente do que o que os que estarão connosco a tentar lá chegar também, se estes não estiverem habituados a darem o seu melhor. Eles não conseguirão chegar lá tão bem e depressa quanto nós.
4) E depois há as pequenas satisfações que vamos obtendo em cada coisa que fazemos por sabermos que demos o nosso máximo. Primeiro porque sabemos que demos o nosso melhor e depois porque com certeza ao dar o nosso melhor o nosso dia-à-dia vai correr sempre bem. E se correr mal, pelo menos temos o consolo que não foi por falta de esforço nosso.
Li uma vez que um dos maiores problemas da educação dos filhos é não lhes explicarmos as coisas em detalhe e esperarmos que saibam e tenham os comportamentos correctos sem antes lhes ter sido explicado detalhadamente o que devem fazer em determinadas situações. Coisas como se virar para uma criança pequena num restaurante e dizer-lhe: "Porta-te bem!". Se nunca lhe tivermos dito o que significa o "Porta-te bem" num restaurante é provável que ele não consiga decifrar que o que queremos dizer seja algo como: - "Senta-te sossegado na cadeira e não fales alto, nem grites."; "Tem cuidado com o copo para não entornares água". Acho que isto me marcou e por vezes quando vejo pais a gritarem com crianças pequenas com ordens tão abstractas como o "Porta-te bem!" apetece-me ir lá dizer-lhes que se calhar umas indicações mais explícitas aos pequenos simplificariam muito as coisas.
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