terça-feira, 6 de outubro de 2015

Sport Billy à la MacGyver


Todas as segundas vou deixar os meus filhotes à escola já equipada e sigo logo para a minha corridinha higiénica. Sozinha com os meus pensamentos, sem música. Sem objectivos de minis, meias ou maratonas. Só eu e de preferência uma boa paisagem. Contra todas as previsões continuo ao longo de dois anos a conseguir correr sem apanhar chuva. Ainda ontem estava um vento terrível e umas nuvens negras, negras e tudo fazia crer que não me escapava a uma chuvada. Mas não. Só começou a pingalhar já estava no carro. Mas o que marcou o momento foi quando saio do duche no balneário e olho para a minha mala e vem-me à mente o seguinte pensamento aterrador- "Ah! Esqueci-me de trazer soutien!!!".

Digamos que não estava com vontade nenhuma de ter de voltar a casa com todo o trânsito que já estava àquela hora. Pior, trazia para vestir uma blusa justinha que não permitia mesmo não usar soutien. Mas com o óptimismo e garra que me trazem a corrida matinal olhei para a minha mala a pensar que não, não poderia ver a minha manhã toda de pernas para o ar SÓ porque me tinha esquecido do soutien em casa. Devo ter ficada ali uns bons segundos especada. De repente lembro-me que tinha na mala uma daquelas golas de algodão que dão para usar ao pescoço e também na cabeça tipo bandelete para proteger do frio. Peguei nela e toca a vesti-la tipo top por cima do peito. Verifiquei que não me faltava o ar. Vesti a blusa e vi que não ficava nada mal. Um pouco estilo tábua nipónica (me desculpem as senhoras nipónicas), mas nada mal mesmo. E assim, numa de Sport Billy à lá MacGyver engendrei um soutien do nada. 

sábado, 3 de outubro de 2015

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Uma verdade literária daquelas


Ontem nas minhas funções de Mãe extremosa fui a correr à Porto Editora para ir buscar dois livros para o H, pois as livrarias - lojas e online - não me asseguravam prazos de entregas e os respectivos professores já ameaçavam com faltas de material.

À noite quando estava a dobrar o saco para reutilização futura (aqui a menina é muito ecológica) deparo-me com esta mensagem:



E concordo tanto, mas tanto! Lê-se tão pouco neste país. Reconheço que já começam a estar mais generalizados os hábitos de leitura - numa visão generalista - , mas lê-se muito pouco diversificado. É leitura de lazer e pouca leitura para aprofundar conhecimentos. Tenho para mim que a maioria das pessoas (há sempre excepções como tudo!) só leu livros, que não sejam romances, nos seus tempos de estudantes e porque foram obrigados e que tem tendência para ler só um género de livros. 

A verdade é que estes hábitos devem nascer em tenra idade e doí-me o coração quando vou a uma festa de anos e no desembrulhar das prendas muito raramente surge um livro. Eu bem tento contrariar esta realidade, mas depois tenho os meus filhotes a reclamar que os amigos não gostam de livros como eles e que querem dar prendas de que eles gostem. 


Ah, e consegui comprar os livros!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Da força que temos contra o que vem do exterior...




Fonte: Pinterest



* Toda a água do mar não pode afundar um navio 
a não ser que entre lá para dentro. 
Da mesma forma toda a negatividade do mundo
 não te pode deitar abaixo se não a deixares entrar dentro de ti.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Como eu gosto do Outono


Fonte: Pinterest                        

Gosto da luz do Outono.
Gosto do cheiro a castanhas,
e com o tempo também aprendi a gostar delas quentinhas no frio da ruas de Lisboa.
Gosto das bolotas e dos bugalhos e de todas estas coisas que caem das árvores no Outono,
e de espalha-los pela casa para ter Outono à minha volta.
Gosto das tarde que já apetece ficar em casa.
Gosto da introspecção própria do Outono...

Este ano o Outono chegou hoje pelas 8:20. Sinto sempre que o Outono é coisa de Outubro e Novembro. Setembro ainda é mês de tentar esticar o Verão.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Humor profissional

O meu "chefi" tem um humor refinado e foi com isto que me deu as boas-vindas das férias.

Não há nada como um bom ambiente de trabalho. Algo que tenho tido a sorte de ter. Nunca é 100% perfeito, mas é muito bom.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A prova que o tempo estica...

Este desenho é a prova que o tempo estica conforme quisermos e que a paciência é uma grande (enorme) virtude. A minha última semana de trabalho antes de ir de férias foi bastante intensa. Parece que para se ir de férias temos de fazer o mesmo que se faria nesse período adicionando-o ao trabalho da semana anterior e ao da seguinte. Não conseguia ter horas para almoçar. Almoços combinados com duas amigas tiveram que ser relegados para o regresso das férias. Já não me lembro se foi ao longo de dois ou três almoços a correr com uma sopa e uma sandes, na cafetaria do trabalho, que fui fazendo este desenho, mas foi assim muito rápido, rápido, a correr, para sentir que tinha um corte ao longo do dia digno desse nome. Para desligar por poucos minutos que fosse. E atingi o meu propósito. Desliguei mesmo nos 15 a 20 minutos que levei a comer a minha sopa e a engolir a minha sandes com a mão esquerda, enquanto pintava com a direita. Quando acabava o festim guardava o material, abanava e soprava o bloco e toca a regressar ao meu posto de trabalho. Algumas sombras já só foram terminadas nas férias, que foi quando assinei o desenho. É a prova viva que o tempo estica e que com paciência se vai fazendo muita coisa. Quando me perguntam como consigo fazer tanta coisa e chegar a tanto lado, por vezes nem sei como explicar. Penso que a vontade de fazer é tão forte e a certeza que gostaria de fazer coisas que dariam para muito mais do que uma vida me faz procurar optimizar o pouco tempo que tenho. Quando vejo certas pessoas deixar escoarem-se as horas dos dias sem as aproveitarem apetece-me abaná-las e perguntar-lhes se não temem o arrependimento um dia mais tarde. Se estão conscientes? Se não acreditam numa forma diferente, mais intensa de viver a vida. Espero sinceramente que não lhes chegue esse tal arrependimento.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Voltei à costura!


Daquela que eu gosto. Ou seja, daquela que sou eu que decidi fazer. Que não é uns remendos numas calças dos miúdos ou umas bainhas em calças do maridão.

No entanto tratou-se de umas balinhas:


 

Para transformar umas calças minhas em calções. 


Romperam-se entre pernas, mas de resto estavam como novas e gostava bastante da forma como me assentavam.

Está pequena aplicação foi para alargar a perna. Não ficaram bem iguais, mas é o que dá fazer a coisa numa noite, a olho e sem grandes medidas.


O resultado ficou óptimo. Os calções já foram estreados e aqui, moi - a cliente - ficou bastante satisfeita e com vontade de reciclar umas quantas calças.



terça-feira, 25 de agosto de 2015

A vendima cá de casa

Ou melhor cá do quintal. O meu sogro há uns dois anos trouxe-me umas hortênsias num vaso. Como estava com presa, abri um buraco no canteiro dos cactos que era o único com espaço livre e tirei as hortênsias em bloco do vaso e transplantei-as para o buraco. Com pena minha estão num local algo escondido, que não é de passagem diariamente. Uns meses depois apercebo-me que estava algo a surgir do maciço das hortênsias. Era uma videira. Achei piada e fui-a emparreirando por uns cabos de aço que tenho a fazer de guarda junto a esse canteiro. Ela cresceu que nem uma maluca e no início deste ano até lhe dei uma pequena poda para a emparreirar melhor. Há uns meses atrás apercebo-me que estava com uns cachos por lá pendurados no meio dos arbustos que ladeiam a tal guarda. A semana passada decidi vendimar e vejam o resultado. Não me tinha dado conta que eram assim tantos cachos. A uva tem uma casca grossa, mas é saborosa.





domingo, 23 de agosto de 2015

Mais uns sketches...

Apesar de não ter partilhado os meus últimos sketches tenho pintado alguma coisita. Muito menos do que queria, mas o tempo tem sido dedicado a outras (boas) coisas.

Este representa um pormenor da cozinha dos meus pais. Estava a tomar um chá e surgiu-me uma vontade tremenda de pegar no bloco e rabiscar. Por ser um desenho com tão pouca cor, na altura fiquei com uma sensação de que o desenho estava inacabado e até o assinei somente dias depois. Estava assim para o insatisfeita. A verdade é que acho que apenas dias depois quando o voltei a ver percebi que era mesmo aquilo que queria captar. No fundo a serenidade e a familiaridade do local.



segunda-feira, 17 de agosto de 2015

H a transmitir conhecimento a I

H: "Há uma doença em que as pessoas são magras e se olham ao espelho e se vêm gordas."
I: "Ah... É uma doença que afeta a visão?"

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Das produções da nossa horta...


Esta foi a produção da última quinta-feira.  Aquela coisa roxa no meio dos tomates é um Maracujá. Só depois de tirar a foto é que percebi que na tigela dos morangos estava um intruso. Vejam se descobrem qual é! 

É um verdadeiro corte da azáfama diária. Poder chegar a casa, mudar de roupa, calçar os botins da jardinagem e ir de caixas e alguidares fazer a colheita do dia. Melhor ainda quando é feito a dois ou a quatro. 

Parte foi logo consumida ao jantar. Os morangos normalmente nem ao frigorífico vão, são logo comidos.