quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Estamos naquela semana do ano...


Aquela semana louca da Rentrée Escolar! 

Aquela semana em que regresso ao trabalho após as mais-que-boas-mas-que-passam-sempre-tão-depressa-Férias-Grandes-de-Verão. 

Este ano para ajudar tenho o I a entrar para o 5º ano (aiii, tão crescido!), a minha irmã que veio agora passar uns dias de férias a terras lusas (o que me ocupa os fins-de-semana de sexta à noite a domingo à noite) e desceu em mim uma mistura de faringite com ataque brutal de rinite em que só  me aguento minimamente funcional até às 17h00. Estou naquele ponto em que só me apetece mandar-me para o sofá mais próximo e aterrar por uns dias. 

Mas a Mãe que há em mim, grita que não dá. Não dá para parar agora. Tenho que estar lá para ter os livros todos a jeito, forradinhos e tudo. Saber qual o material escolar que se tem de comprar, o que se consegue re-aproveitar do ano passado, o que temos no economato lá de casa e se pode distribuir entre o H e o I. Ir às devidas compras o mais rapidamente possível. Ter a paciência para todos os detalhes, necessidades e preferências de cada um deles. Sobretudo ajudar o I nesta mudança e entrada numa nova vida em que o acompanhamento de perto no arranque e mergulho em todo um novo mundo de organização é vital. Sou totalmente a favor da autonomia ajustada a cada fase de crescimento, mas, como bem indicado pela Directora de Turma do I, durante as primeiras semanas é muito importante rever com ele todos os dias quais as novidades do dia, em termos gerais no que toca ao funcionamento da escola, da turma e em concreto para cada disciplina. O que tem de levar a cada dia para cada disciplina. Confirmar muito bem o que vem e o que vai na mochila. Mostrar-lhe o caminho que terá de trilhar sozinho, mas estar lá para lhe dar o empurrão inicial. 

O H, numa transição supostamente mais serena, do 7º para o 8º, também requer alterações de rotinas. Muito suavemente vai pedindo mais liberdade de acção. O meu menino-jovem-adolescente quer já levantar vôo para novas independências. Hoje acerca do jardim já estar a necessitar de ser podado quando eu dizia que assim que tivesse tempo tinha de tratar daqueles arbustos, já me dizia ele tentando-me descansar - "Mãe, um destes dias começo eu a tratar de podar os arbustos". Tendo em conta as ferramentas eléctricas cortantes que eu utilizo  (algumas daquelas que se vêem em filmes de terror de mau gosto) devem imaginar como não fiquei nada nada descansada.

E este calor louco?! Que deixa todos esgotados e sem energias para mais nada. É banhos de manhã, é banhos à tarde. 

Mas já estamos a meio da semana, a temperatura está a ficar mais amena, e já lhe antevejo o fim e sei que para a semana já estarei muito mais serena. Com sorte, com todos os assuntos escolares e actividades extra-curriculares tratados e ordenados. Loucos dias que por mais organização e preparação nunca deixam de levar a nossa paciência e resistência ao limite.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A beleza da complicidade


Normalmente regressamos a casa de férias num dia para no dia seguinte cada um ir aos seus trabalhos (alguns para a escola - que não deixa de ser o "trabalho" deles). Este ano foi diferente. Decidimos voltar a uma segunda, indo só trabalharmos eu e o meu maridão a partir de quinta. Não planeamos nada para a terça e a quarta. Mas os planos surgiram por si e acabámos por passar a terça em Tróia a convite de uns amigos (obrigada! Foi um dia muito bem passado) e a quarta com a família. Esta foto retrata um dos momentos de cumplicidade da criançada. Ainda falta aqui a M. Adoro esta foto. Pela cumplicidade, pela escala de cores, pelo ar de contemplação da criançada... Apesar das diferenças de idade, que vai dos 13 aos 5, é vê-los passarem o dia todo juntos numa brincadeira pegada. Este deve ter sido um dos raros momentos de sossego.







quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Os fogos... Os heróis, et cetera e tal... E quanto aos potenciais incendiários inconscientes?


Não consigo deixar de pensar nos que estão a lutar pelos bens materiais resultantes de toda uma vida. (é uma tristeza infinita e um tamanho sentimento de impotência para mim que continuo a minha vidinha e vejo tudo a acontecer à distância). Fora os prejuízos financeiros há toda uma perda afectiva e sentimental - "coisas" que são irrecuperáveis. Lutam os proprietários e todo um país, cada um à sua maneira. E depois há uns "QueNemSeiOQueLhesChame!!" que foram os que estiveram na origem de tudo isto. Deus! Como podem? Doentes mentais diriam uns, parvos, estúpidos, diriam outros. Outros nomes que nem menciono aqui por algum decoro da minha parte. O pior é que acho que alguns destes chamados de incendiários nem saberão que o são. Se calhar apenas passaram de carro por lá e deitaram uma beatazinha pela janela. Nem lhes passa pela cabeça que poderão ter sido eles que originaram tamanha desgraça nas vidas de outrem. Aos outros, doentes, malditos... que sejam bem julgados e  bem penalizados. Deveriam trabalhar o resto da vida para um fundo para ajuda de vítimas destas catástrofes incendiárias. 

Acho que a fúria que me revolta as entranhas quando vejo alguém deitar beatas para o chão vai piorar. Vou dar cabo da buzina do carro. Todos estes que agora se revoltam e postam nas redes sociais a apoiar os Bombeiros deveriam ter atitudes concordantes todos os dias da sua vida. Não compactuem com a inércia da autoridades que falham a muitos dos seus deveres. Exerçam o vosso dever de cidadão e interpelem quem deita beatas para o chão com total inconsciência e sem quaisquer remorsos - são todos potenciais incendiários inconscientes.

Deveria haver uma linha de denúncia de matrículas de carros de quem deita beatas pela janela. Aiii a minha buzina!!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Dias intensos




Os meus dias têm sido intensos. Costumam normalmente ser uma correria, mas agora têm sido intensos. Nesta altura do ano, estando a criançada de férias escolares e de férias com os avós, a normal correria dos meus dias acalma automaticamente de forma drástica. O despertador entra de férias, as rotinas e horas de jantar são quebradas.  A constância dos dias desaparece. Há planos novos  todos os dias. Instala-se um sentimento de semi-férias, e parece que tudo acalma.


No entanto esse sentimento de acalmia este ano é apenas aparente. A minha cara metade e eu decidimos este ano colocar uma pedra em vários assuntos pendentes. Arranjos lá em casa - ter uma vivenda, ainda por cima com jardim, tem essa coisa de estarmos sempre em constante "manutenção" -, pinturas e arrumações. Decidimos que, tal formigas a preparar um Inverno que se avista rigoroso a nível de disponibilidades horárias, tudo (enfim a maioria!) tinha de ser feito agora, neste tempo que costuma ser só nosso - as nossas semi-férias de Pais Solteiros. Tem sido um rodopio de pessoas lá em casa, electricistas, instalar móveis, etc. Um viva à minha capacidade profissional de poder trabalhar em mobilidade e assim trabalhar em casa enquanto aquela gente vai despachando o trabalho. No pouco tempo livre é ver-nos a preparar trabalhos, desarrumar para melhor arrumar, limpar, lixar, pintar (puxa essa nossa mania de pôr mãos à obra, de não conseguir ficar quietos e entregar o trabalho a outros).


Os meus filhotes mais crescidos também querem fins-de-semana vividos e muito recheados. Não precisa ser nada de complicado - uma guerra de balões de água no pátio dos avós é um programa como outro qualquer. Depois há umas consultas que tinham sido atrasadas e têm de ser agora, esventrando os nossos dias. E aqueles amigos que só vemos nesta altura do ano, com os quais temos de alinhar agendas para "aquele jantarinho", "aquele encontro". Há também os amigos de sempre que vamos encontrando entre almoços a correr e jantaradas, despedidas de férias e regressos de férias. 


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Num destes encontros uma das minhas amigas de longa data pergunta-me se ainda tenho por hábito ler em francês e perante a minha resposta positiva passa-me para as mãos um livro "leitura de férias" que diz ter acabado de ler, em jeito de prenda, contente por libertar espaço na mala de regresso para outras compras. Então na intensidade destes meus dias encontro-me a ler um daqueles livros que prende. Livro estranho, fora do normal, que no início me levou a questionar se estava realmente a gostar da história ou se seria apenas pelo prazer de ler em francês. Mas agora já percebi que estou a gostar muito. Que vou ter de ler mais deste autor. E no meio da intensidade dos meus dias consigo encaixar mais uns minutos para ir folheando e lendo um livro. 


Percebo também que pouco tempo tenho dedicado aqui ao "Amiximaki". Tenho tanto para postar, mas não há disponibilidade. Estou ocupada a viver, a deixar-me levar pela intensidade dos meus dias. Está a ser bom. 

Espero que também vocês consigam de vez em quanto ter momentos destes de Vida Intensa. 


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Descoberta do dia

Hoje descobri Pawel Kuczynski através de uma amiga minha.




Gostei da ilustração carregada de significado. Ainda não sei se gosto da corrente louca e desenfreada da Pokemon Go. Hoje falava com uma amiga de que vou esperar até Setembro para ter uma posição sobre este tema . Quando passarem as férias e se perceber o impacto que tem no dia-à-dia das pessoas. Agora estamos em período de férias e acho que sim, que cada um pode escolher preencher o tempo como bem lhe apetecer. Na minha óptica não devendo descurar o convívio social. Algo que até podem conseguir com a Pokemon Go. A eterna pergunta é sempre: o que fazes com o teu tempo limita-se a isto?

Voltando a Pawel. Das poucas ilustrações que vi dele deparei-me com um apurado sentido crítico dos tempos modernos. Já ganhou vários prémios e aborta vários temas conseguindo assim chegar a vários públicos.






sábado, 23 de julho de 2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Das coisas inusitadas dos tempos "modernos"



A Ironia da América 2016

Uma emigrante eslovena com um sotaque cerrado a plagiar o discurso de uma mulher negra e a receber uma ovação de um estádio cheio de brancos que acreditam que pretos e emigrantes estão a destruir a nação.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Ajudar no que se pode


Saber que uma amiga está a passar por algo que não desejo a ninguém com uma postura tão positiva (a melhor que poderia ser), de forma estóica e a conseguir manter um sorriso nos lábios todos os dias e a manter-se funcional de tal forma que só quem é mais próximo sabe o que se passa. Querer ajudar e não saber como. Apoiá-la da única forma que sei e que me parece ser a que ela precisa agora, que é continuar a lidar com ela como sempre, com a mesma alegria, mantendo a mesma rotina na nossa relação e saber perguntar pontualmente por notícias e dar a palavra amiga necessária apenas nesse momento e fechar a conversa com um sorriso e a seguir continuarmos na nossa conversa corrida sobre outros temas, mantendo o resto da vida a decorrer como sempre, porque esta estabilidade é necessária. E um dia discretamente ela pede-me ajuda. Apenas uma pequena ajuda que ela sabe eu ser a pessoa certa para a ajudar. Responder logo a este pedido de ajuda, que é algo tão pequeno. Mas sentir que ajudei a desbloquear uma situação, a ajudá-la a dar mais um passo, por mais pequeno que seja e vê-la festejar e agradecer a minha ajuda que efectivamente deu os frutos que ela queria. E por um pequeno instante festejarmos as duas, porque sabemos que no meio disto tudo há que festejar as pequenas vitórias.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Tenho de fazer Yoga "termo-invertido"


Não, não é nenhuma posição nova de Yoga. É que quando vou ao Yoga isto activa o meu sistema térmico e a minha temperatura corporal sobe. Tudo isto é baseado na minha percepção, pois nunca me pus a tirar a minha temperatura. A verdade é que passo o resto do dia com mais calor e com a sensação que tenho as palmas das mãos a arder. Isto até que é bom no inverno, mas nesta altura do ano convenhamos que não dá jeito nenhum. Será que dará para inverter a coisa e o Yoga me baixar a temperatura corporal? Assim uma coisa baseada no sazonal? Se alguém tiver uma dica que partilhe, por favor.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ahh, l'amourrr...





Fonte: Pinterest



*O Amor é aquela condição em que a felicidade de outrem é essencial para a tua.

*Love is that state in which the happiness of another person is essential to your own.

domingo, 10 de julho de 2016

Voto num novo feriado nacional

Campeões Europeus da Meia Maratona, de Canoagem, de Triplo Salto e de Futebol...

Voto num feriado em honra do Desporto Nacional e de todos os atletas que representam Portugal!!



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Fernando Pimenta Campeão da Europa 2016 em K1 1000m



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Patrícia Mamona campeã da Europa do triplo salto


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Parabéns a Sara Moreira, Jéssica Augusto, Dulce Félix, Marisa Barros e Vanessa Fernandes (Meia Maratona de Amsterdão)



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 Parabéns à Selecção Nacional de Futebol e a toda a equipa que permitiu tal feito histórico


quarta-feira, 6 de julho de 2016

Aproveitar a vida...




Fonte: Pinterest


* Apenas temos duas vidas. 
A segunda começa no dia em que 
nos apercebemos que só temos uma.

* We only have two lives. 
The second one starts the day 
we realise that we only have one

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Mergulhada em arte e beleza

Fomos deambular pelo CCB e terminamos no Jardim das Oliveiras a ouvir um concerto de fim de tarde. Sentados no relvado a ouvir agradavelmente o trio Caixa de Pandora (gostei muito) comecei a apreciar o Tejo e vislumbrei a oportunidade de pegar no meu bloco. Primeiro estavas a pensar desenhar pessoas da audiência, mas havia algo na luz que não me estava a agradar. Decidi então virar-me para o Tejo e escolhi desenhar este pormenor da paisagem.




Gostei bastante do resultado final e da rapidez com que já consigo chegar logo aos tons de verde que desejo alcançar.