segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Amadora BD 2016 - Espaço e Tempo




Pensava que tinhamos lá ido há 2 anos, mas entretanto já vi que tínhamos lá ido há 3 (o tempo voa!), ver a Amadora BD 2013. Achei que este ano estava bem organizado e gostei muito do espaço da exposição dos 70 anos do Lucky Luke. No entanto, no geral, gostei mais dos trabalhos expostos em 2013.







Tivemos a sorte de acertar em cheio com o início de uma visita guida à exposição com um Sr. a partilhar connosco muito da história do Morris e do Lucky Luke e explicações sobre particularidades da evolução do Lucky Luke. O I e o H ficaram surpreendidos pelo meu interesse, por eu saber tanta coisa sobre as personagens e por descobrirem que eu via desenhos animados do Lucky Luke quando era pequena.







Também gostei muito do Concurso Nacional de BD e Cartoon organizado pela Câmara Municipal da Amadora. Além da Exposição do Lucky Luke, foi o que o I e o H viram mais atentamente.











Outros Cartoons/BDs de que gostei mais.











Foto da segunda parte da exposição





quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Estacionómetro avariado


Este ano a transição para o Outuno não foi (não está a ser) fácil. Parece que tenho o termóstato avariado. Ora com frio, ora com calor. Ora com vontade de vestir outro tipo de roupas, ora fico a olhar para o roupeiro a pensar que ainda queria vestir aquela peça de roupa, mas que já não fica lá muito bem... Nem me tenho pintado, porque só me apetece cores de verão, algo que já não combina muito bem com a roupa e a cor dos dias.
Sinal dessa dicotomia é já ter pensado várias vezes em tirar o verniz das unhas dos pés e ainda não me ter decidido a fazê-lo. Algo lá muito no fundo não quer eliminar este último sinal do Verão, do pé descalço. 
Já sonho com o Pão por Deus, mas parece que está a chegar cedo demais. O São Martinho está mesmo aí ao virar da esquina, quando parece que ainda me vejo a beber sangria numa esplanada. 

Aiii... Se calhar compro umas castanhas e umas batatas doces para assar este fim-de-semana a ver se recalibro o meu "estacionómetro"...



Chegar sempre mais longe...



quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Jardinando...


No sábado, o F e eu, decidimos que estava mais do que na hora de cortar a sebe na parte de trás da casa. Nunca a tínhamos cortado por cima. Estava enorme, numa de feijoeiro do João. Comigo a segurar no escadote, o F cortou com zagaia o topo dos arbustos. Alguns destes topos tinham mais de 1m! A um dado momento quando o F ía começar no corte de um dos arbustos pareceu-me vislumbrar um ninho. E era mesmo. Com muito cuidado o F verificou se tinha lá dentro algo. Como estava vazio retirá-mo-lo e voltamos a colocá-lo numas trancas mais abaixo. Ainda descobrimos outro, mas era metade deste. Acho que foi uma obra que não terminou, mas também voltamos a colocá-lo num dos arbustos. 
Após termos terminado a herculana tarefa do corte da parte superior fui aparar a parte da frente. O I e o H estavam a estudar para os primeiros testes e numas das suas pausas tiveram a tarefa de retirar os troncos e ramos do jardim e ir colocá-los no local destinado aos verdes para compostagem. Ajudaram imenso. No início o H ainda refilou, pois na pausa do estudo queria ir mergulhar nalgum ecrã à sua escolha. Numa de adolescente achava que não era justo. Temos pena, esta família acredita na entreajuda e que todos têm de contribuir para o bem estar familiar e dividir as tarefas (à medida das idades, claro!). Após uns instantes já estavam os dois na palhaçada e a tarefa transformou-se em mais uma brincadeira de irmãos.



terça-feira, 11 de outubro de 2016

Lembranças das Férias



Mais uma vez um desenho feito no final das minhas corridas. Enquanto o F e os míudos ainda corriam ou andavam de bicicleta sentava-me num passadiço de entrada na praia da Foz e fui fazendo este sketch. Sempre adorei a casa no topo da arriba. Agora com obras e cara lavada está mesmo linda. Isto sim é uma localização invejável para se viver. 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O boneco da estante #04 e #05


Este apanhei-o ontem à noite e tirei logo uma foto pelo sim pelo não.



E ainda bem porque esta tarde quando cheguei do trabalho já encontrei o boneco nesta nova posição. 



Mas acham que ele se desbronca e fala do boneco? Nada! Um dia comentei "Olha que giro!" e ele apenas comentou monocórdico "Ah, pois está..."



Uma manhã avec LAPIN - "Ojo de pez" - na Fundação Arpaz Szenes-Vieira da Silva




Quando a I me convidou no início do mês novamente para mais uma aventura no sketching disse logo que sim. Até porque se tratava de uma workshop com Lapin na Fundação Arpaz Szenes-Vieira da Silva (FASVS). Como poderia dizer que não! 

Depois da felicidade pelo convite e expectativa pela experiência veio o receio de que já não houvesse vagas. Achei que era um evento imperdível para quem gosta de sketching e para quem conhece o trabalho de Lapin. Foi com muita alegria que recebemos a confirmação passado poucos dias. 

E este fim-de-semana lá fomos. A I, eu e a M, enteada da I. Fomos cedo com receio de perder muito tempo no estacionamento, mas a sorte sorriu-nos e uns rapazes que estavam a descarregar uma furgoneta quando perceberam que queríamos estacionar saíram do estacionamento e estacionaram em dupla fila apenas para acabar de descarregar. Momento lindo de civisco! Como ainda tínhamos perto de 30 minutos fomos procurar um café para tomarmos a I um café e eu um chá. E depois lá fomos!

Era para ser na Casa Atelier, mas devido a uma elevada adesão passaram a workshop para o auditório da FASVS.

Lapin, com extrema simplicidade e poder de síntese, explicou-nos o seu processo criativo e deu-nos as dicas certas para descomplicar algo que à partida parece tão complexo. Fomos perto de 40 pessoas e eu achei pouca gente para a oportunidade de conhecer Lapin. Devem possivelmente ter limitado o grupo. 



Após a apresentação de Lapin fomos então desenhar para o Jardim das Amoreiras. Lapin desafiou-nos a aplicar a Perspectiva Periférica num desenho do Aqueduto das Águas Livres e a aplicar a Perspectiva Circular num desenho da Capela de Nossa Senhora de Monserrate. 

Lapin passou por nós já ia adiantada no meu primeiro desenho. Indicou-me que tinha colocado mal o meu ponto de fuga. Estava demasiado alto. Tenho de o colocar sempre ao nível dos meus olhos. Fiz uma correcção posterior apenas para ficar com o conceito enraizado. Eu e a I ficámos perto de um Sr. com o qual fomos trocando comentários e dicas sobre a melhor forma de abordar o desenho. Esse tipo de convívio é também umas das riquezas destes encontros. Fica a nota mental de que tenho de arranjar um chapéu ou algo para a cabeça. Estava um tempo maravilhoso e bastante calor.

Aqueduto das Águas Livre 


Depois passamos ao segundo exercício, bastante mais desafiador que o primeiro. O simples pormenor que já não há rectas na vertical, que tudo tem de ser arredondado troca-nos todas as noções de perspectiva que temos enraizadas desde sempre e é muito difícil começar e ir avançando. Mas lá conseguimos ir desenhando e consegui terminar o desenho. Não tive foi tempo para pintar.

Capela de Nossa Senhora de Monserrate


Regressamos todos ao auditório e colocámos os nossos cadernos no palco para a tradicional foto no final do encontro.




No final conseguimos, a I e eu, vermos a duas mãos o bloco actual de Lapin e foi deveras espantoso ter ali nas mãos o bloco dele e ver ao vivo estes desenhos (clic aqui!). Perceber como ele é profuso, tendo por dia facilmente dois ou três desenhos espantosamente detalhados e de grande dimensão. Ver o pormenor da aplicação da caneta de gel branca que dá uma dimensão e faz sobressair o desenho do papel. Ficamos todos espantados como é que ele consegue aplicar tinta naquelas folhas que não serão próprias para aguarelar e não haver o mínimo ressombrar de tinta para o avesso da página.

Correu lindamente, mesmo como gostaríamos que tivesse corrido. Para mim, melhor só se tivéssemos tido o dobro do tempo para eu conseguir pintar logo tudo in loco e conseguido ter desfrutado mais da presença de Lapin. Assim tive que acabar de pintar à tarde. 








segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Uma visita às Minas de S.Domingos


Nuns dias muito bem passados em Mértola há uns meses passámos pelas Minas de S.Domingos e estivemos a vaguear por lá. É um local repleto de história. Apesar de ser um pouco triste ver o desmorenar e abandono de uma zona que fervilhou de actividade recomendo vivamente o passeio.  Enquanto o F andava a subir montes e a ler os placards sobre a história do local com os míudos, aproveitei para fazer este sketch de uma bomba de remoção das águas do interior dos túneis da mina. 


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Sketching nas férias


Uma das actividades que fazemos sempre nas nossas férias de verão é irmos numa base quase dia-sim-dia-não fazer uma corridinha matinal. Agora já conseguimos ir os 4, que o I também já alinha. Nesses dias, assim em modo de incentivo, há sempre uma futebolada ou uns jogos de discos no final das corridas. Cada um ao seu ritmo vai parando e vai para o campo de futebol à espera dos restantes. Este ano aproveitei esses momentos para deixar os rapazes entretidos e dedicar-me ao meu sketching. Como são momentos não muito demorados, este sketching foi feito em vários dias ao longo das férias.



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O boneco da estante #03


Tenho de fazer Mea Culpa. Não tenho tirado fotos às mudanças do Boneco da estante como deveria. Mas quando o vi nesta posição fui a correr buscar o telemóvel. Esta não podia falhar! Digam lá se o I não estava inspirado. 









terça-feira, 20 de setembro de 2016

A incultura verde


Na casa dos meus pais houve (e continua a haver) uma grande preocupação ecologista. E se houve uma altura da minha meninice em que pensasse que era apenas uma questão económica - "apaga a luz, estás a gastar electricidade"; "fecha a torneira, estás a gastar água". Rapidamente percebi que era toda uma forma de estar que passou pela separação do lixo, assim que foram colocados os devidos eco-pontos (penso que durante uns bons tempos a minha Mãe devia ser a única cliente assídua dos mesmos!), recuperação das águas usadas para a lavagem de legumes e frutas para regar os canteiros entre outros, e culminou na criação de um local para a compostagem para dar destino a um certo tipo de lixo orgânico que iria contribuir para a fertilização lá da mini-horta dos meus pais. Apesar de eu também tentar cumprir com tudo o que sei ainda me consigo espantar com algumas preocupações que deveríamos ter no nosso dia-a-dia e não temos.

Hoje de manhã estava à conversa com duas amigas e uma delas trabalha na área de recolha de resíduos e é espantoso as dificuldades que o sector atravessa, quer pelos custos da recolha e tratamento de certos resíduos, quer pela falta de informação das pessoas que não sabendo a melhor forma alguns e outros nem querendo saber, não têm as melhores atitudes na hora de deitar o seu lixo no lixo (passo a redundância!). Um dos exemplos é que os plásticos deveriam ir todos limpos, pois os restos de comida corroem o plástico tornando a sua reciclagem impraticável e aumentando assim drasticamente os custos da sua recolha e tratamento. Podíamos dizer "Ah, pois, ninguém nos disse e é só o que faltava agora termos de limpar plásticos.". Nessa altura a minha outra amiga partilhou connosco que a sua irmã, que vive no Canadá sempre achou estranho ela não lavar as embalagens antes de as colocar no lixo. Parece que é hábito no Canadá lavarem as embalagens na máquina de lavar antes de as colocar no ecoponto. 

É nesses momentos que percebo que temos ainda tanto a caminhar no que toca à consciência verde. Não estamos nada mal, mas ainda há um longo caminho à nossa frente. Para já vou começar a passar tudo por água e vou ver se vou, como em França, abolir o uso de pratos, talheres e copos de plástico. Só costumo usar nas festas dos miúdos e confesso que vai ser difícil de gerir com outro tipo de loiças. Mas vamos lá devagarinho...


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Um dos pilares da minha vida - a leitura


Estava há pouco a ler um artigo na secção de Cultura na Visão resultado de uma entrevista a Arturo Pérez-Reverte (Click aqui!) e não posso deixar de partilhar este trecho que para mim tem um significado especial:


"Era um jovem normal, gostava de sair com os amigos e com miúdas, mas andava sempre com livros para todo o lado... Cheguei aos 20 anos com tudo lido (...) Chego ao mundo cheio de referências que me permitem interpretá-lo. Estive em lugares e situações horríveis que, sem os livros, me teriam enlouquecido, me teriam perturbado muito mais... Os livros davam-me serenidade para analisar, capacidade de interpretar"

Considero-me uma leitora regular, mas até ser Mãe devorava livros. Devorava mesmo. Os meus (poucos) castigos eram na maior parte das vezes proibições de tocar em livros durante x tempo. E lia de tudo. Andava sempre com um livro à mão, sempre pronta a ler umas linhas em qualquer momento morto. Ao longo da minha vida fui notando a importância que muito do que eu li teve em determinados momentos marcantes, e pontualmente no meu dia-a-dia. Hoje em dia tenho plena consciência que é uma grande almofada contra o stress do dia-a-dia. Quando penso que estou a passar por momentos mais complicados, lembro-me de algumas experiências lidas em livros e relativizo. Penso que há bem pior. Que há forma de sair de situações piores e continuar a viver de forma estável e feliz. Ler é para mim uma forma de introspecção de desligar do mundo e por isso penso que desde que fui Mãe deixei de ler tanto. Não consigo desligar. Acabo por ler só à noite já depois de os deitar.