quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Coração apertado
Hoje é dia de ter o coração apertadinho à espera de boas notícias de terras gaulesas.
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
O que faz ter mais tempo
O I adormeceu no domingo a queixar-se de uma dor de cabeça muito forte. O que não é nada normal. Desconfiei de febre, mas não tinha e não havia qualquer outro sintoma que apontasse para algo. Dei-lhe um Ben-U-Ron para conseguir adormecer mais descansado. Na segunda acordou a queixar-se de dor de cabeça novamente, mas mais nada. Estava na casa de banho ainda antes do pequeno-almoço, quando percebo que estava a vomitar :( Percebi logo que vinha aí uma gastroenterite. O que reforçou o H quando disse que a professora tinha avisado na semana anterior que estavam várias crianças adoentadas com gastroenterite lá na escola. Sem nada no estômago ainda esteve na casa de banho agarrado ao estômago mais algum tempo, com uma paciência enorme. Depois deitou-se no sofá e esteve a descansar, meio a dormitar. O que vale é que ele gosta de chás. Foi bebericando um chá de hipericão, cidreira com uma colher de sobremesa de mel e uma pitada de sal. Depenicou uma fatia de pão torrado sem nada. Ao almoço, um arroz caldoso com um bife de perú grelhado, que já comeu com vontade. Ao lanche, além da torrada, também teve direito a pêra cozida aos quadrados. Fico muito contente por lhe ter dado bem levezinho. Acredito que a vacina Rotavirus deve ajudar nestas alturas, pois entretanto já soube que os colegas que não foram vacinados ficaram bem pior. Alguns uns 5 dias adoentados. Ao início da tarde lá veio a dor de intestinos com uma corrida para o WC para uma limpeza da tripa. É o sinal de que a gastroenterite já está na sua fase final. Ficou em casa novamente na terça-feira para recuperar e conseguir fazer uma dietazinha mais cuidada. Ainda houve limpeza da tripa matinal, mas foi já o último sintoma. Continuou com os chás, as torradas e a pêra cozida. Além de peru, houve pescada cozida e notou-se um aumento no apetite. Ao final do dia a torrada já levou uma barradela muito suave de margarina. Até os olhos brilhava!
Após tanta inércia declarou que estava farto de estar no sofá a ver televisão e foi buscar legos que já tinha recebido quase há um ano e montou o estaminé no tapete da sala. Este é o lado positivo da coisa - com dias inteiros pela frente sem ter nada de fazer surge a necessidade de largar os ecrãs e arranjar outro tipo de actividades. De tempos a tempos colocava-se atrás de mim, muito caladinho, a ler o que eu escrevia no ecrã. O único comentário dele foi, quando eu estava a escrever um longo email, que deveria relê-lo antes de enviá-lo pois eu não estava a respeitar o acordo ortográfico :)
Ontem a seguir ao almoço vaticinou que, apesar de lhe doer ainda um pouco o estômago, já estava bom e queria ir fazer o teste de HGP (História e Geografia de Portugal) às 15:30. Olhei para o ar resoluto dele, inspirei fundo e lá fui levá-lo à escola. O meu trabalho poderia ser feito fora de horas, o dele tinha horário estabelecido. É nesses momentos que me encho de orgulhos pelos meus filhotes. São estas "pequenas" atitudes que me fazem pensar que têm neles toda a capacidade de fazer/optar pelo melhor nas suas vidas. Quando o fui buscar à escola ao final da tarde vinha todo contente a dizer que houve uma "multidão" de amigos todos contentes à volta dele por ele ter voltado à escola e que o teste tinha corrido muito bem: "Mãe, ainda bem que decidi vir hoje à tarde fazer o teste. Os meus amigos ficaram contentes de me ver e eu fiquei contente de ter feito o teste.". E isto compensa toda a ginástica que uma Mãe tem de fazer.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Saber para onde se caminha
* Decide exactamente o que queres em cada área da tua vida;
não consegues atingir um objectivo que não vês.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
Amadora BD 2016 - Espaço e Tempo
Pensava que tinhamos lá ido há 2 anos, mas entretanto já vi que tínhamos lá ido há 3 (o tempo voa!), ver a Amadora BD 2013. Achei que este ano estava bem organizado e gostei muito do espaço da exposição dos 70 anos do Lucky Luke. No entanto, no geral, gostei mais dos trabalhos expostos em 2013.
Tivemos a sorte de acertar em cheio com o início de uma visita guida à exposição com um Sr. a partilhar connosco muito da história do Morris e do Lucky Luke e explicações sobre particularidades da evolução do Lucky Luke. O I e o H ficaram surpreendidos pelo meu interesse, por eu saber tanta coisa sobre as personagens e por descobrirem que eu via desenhos animados do Lucky Luke quando era pequena.
Também gostei muito do Concurso Nacional de BD e Cartoon organizado pela Câmara Municipal da Amadora. Além da Exposição do Lucky Luke, foi o que o I e o H viram mais atentamente.
Outros Cartoons/BDs de que gostei mais.
Foto da segunda parte da exposição
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
Estacionómetro avariado
Este ano a transição para o Outuno não foi (não está a ser) fácil. Parece que tenho o termóstato avariado. Ora com frio, ora com calor. Ora com vontade de vestir outro tipo de roupas, ora fico a olhar para o roupeiro a pensar que ainda queria vestir aquela peça de roupa, mas que já não fica lá muito bem... Nem me tenho pintado, porque só me apetece cores de verão, algo que já não combina muito bem com a roupa e a cor dos dias.
Sinal dessa dicotomia é já ter pensado várias vezes em tirar o verniz das unhas dos pés e ainda não me ter decidido a fazê-lo. Algo lá muito no fundo não quer eliminar este último sinal do Verão, do pé descalço.
Já sonho com o Pão por Deus, mas parece que está a chegar cedo demais. O São Martinho está mesmo aí ao virar da esquina, quando parece que ainda me vejo a beber sangria numa esplanada.
Aiii... Se calhar compro umas castanhas e umas batatas doces para assar este fim-de-semana a ver se recalibro o meu "estacionómetro"...
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Jardinando...
No sábado, o F e eu, decidimos que estava mais do que na hora de cortar a sebe na parte de trás da casa. Nunca a tínhamos cortado por cima. Estava enorme, numa de feijoeiro do João. Comigo a segurar no escadote, o F cortou com zagaia o topo dos arbustos. Alguns destes topos tinham mais de 1m! A um dado momento quando o F ía começar no corte de um dos arbustos pareceu-me vislumbrar um ninho. E era mesmo. Com muito cuidado o F verificou se tinha lá dentro algo. Como estava vazio retirá-mo-lo e voltamos a colocá-lo numas trancas mais abaixo. Ainda descobrimos outro, mas era metade deste. Acho que foi uma obra que não terminou, mas também voltamos a colocá-lo num dos arbustos.
Após termos terminado a herculana tarefa do corte da parte superior fui aparar a parte da frente. O I e o H estavam a estudar para os primeiros testes e numas das suas pausas tiveram a tarefa de retirar os troncos e ramos do jardim e ir colocá-los no local destinado aos verdes para compostagem. Ajudaram imenso. No início o H ainda refilou, pois na pausa do estudo queria ir mergulhar nalgum ecrã à sua escolha. Numa de adolescente achava que não era justo. Temos pena, esta família acredita na entreajuda e que todos têm de contribuir para o bem estar familiar e dividir as tarefas (à medida das idades, claro!). Após uns instantes já estavam os dois na palhaçada e a tarefa transformou-se em mais uma brincadeira de irmãos.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Lembranças das Férias
Mais uma vez um desenho feito no final das minhas corridas. Enquanto o F e os míudos ainda corriam ou andavam de bicicleta sentava-me num passadiço de entrada na praia da Foz e fui fazendo este sketch. Sempre adorei a casa no topo da arriba. Agora com obras e cara lavada está mesmo linda. Isto sim é uma localização invejável para se viver.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
O boneco da estante #04 e #05
Este apanhei-o ontem à noite e tirei logo uma foto pelo sim pelo não.
E ainda bem porque esta tarde quando cheguei do trabalho já encontrei o boneco nesta nova posição.
Mas acham que ele se desbronca e fala do boneco? Nada! Um dia comentei "Olha que giro!" e ele apenas comentou monocórdico "Ah, pois está..."
Uma manhã avec LAPIN - "Ojo de pez" - na Fundação Arpaz Szenes-Vieira da Silva

Quando a I me convidou no início do mês novamente para mais uma aventura no sketching disse logo que sim. Até porque se tratava de uma workshop com Lapin na Fundação Arpaz Szenes-Vieira da Silva (FASVS). Como poderia dizer que não!
Depois da felicidade pelo convite e expectativa pela experiência veio o receio de que já não houvesse vagas. Achei que era um evento imperdível para quem gosta de sketching e para quem conhece o trabalho de Lapin. Foi com muita alegria que recebemos a confirmação passado poucos dias.
E este fim-de-semana lá fomos. A I, eu e a M, enteada da I. Fomos cedo com receio de perder muito tempo no estacionamento, mas a sorte sorriu-nos e uns rapazes que estavam a descarregar uma furgoneta quando perceberam que queríamos estacionar saíram do estacionamento e estacionaram em dupla fila apenas para acabar de descarregar. Momento lindo de civisco! Como ainda tínhamos perto de 30 minutos fomos procurar um café para tomarmos a I um café e eu um chá. E depois lá fomos!
Era para ser na Casa Atelier, mas devido a uma elevada adesão passaram a workshop para o auditório da FASVS.
Lapin, com extrema simplicidade e poder de síntese, explicou-nos o seu processo criativo e deu-nos as dicas certas para descomplicar algo que à partida parece tão complexo. Fomos perto de 40 pessoas e eu achei pouca gente para a oportunidade de conhecer Lapin. Devem possivelmente ter limitado o grupo.
Lapin, com extrema simplicidade e poder de síntese, explicou-nos o seu processo criativo e deu-nos as dicas certas para descomplicar algo que à partida parece tão complexo. Fomos perto de 40 pessoas e eu achei pouca gente para a oportunidade de conhecer Lapin. Devem possivelmente ter limitado o grupo.
Após a apresentação de Lapin fomos então desenhar para o Jardim das Amoreiras. Lapin desafiou-nos a aplicar a Perspectiva Periférica num desenho do Aqueduto das Águas Livres e a aplicar a Perspectiva Circular num desenho da Capela de Nossa Senhora de Monserrate.
Lapin passou por nós já ia adiantada no meu primeiro desenho. Indicou-me que tinha colocado mal o meu ponto de fuga. Estava demasiado alto. Tenho de o colocar sempre ao nível dos meus olhos. Fiz uma correcção posterior apenas para ficar com o conceito enraizado. Eu e a I ficámos perto de um Sr. com o qual fomos trocando comentários e dicas sobre a melhor forma de abordar o desenho. Esse tipo de convívio é também umas das riquezas destes encontros. Fica a nota mental de que tenho de arranjar um chapéu ou algo para a cabeça. Estava um tempo maravilhoso e bastante calor.
Aqueduto das Águas Livre
Depois passamos ao segundo exercício, bastante mais desafiador que o primeiro. O simples pormenor que já não há rectas na vertical, que tudo tem de ser arredondado troca-nos todas as noções de perspectiva que temos enraizadas desde sempre e é muito difícil começar e ir avançando. Mas lá conseguimos ir desenhando e consegui terminar o desenho. Não tive foi tempo para pintar.
Capela de Nossa Senhora de Monserrate
Regressamos todos ao auditório e colocámos os nossos cadernos no palco para a tradicional foto no final do encontro.
No final conseguimos, a I e eu, vermos a duas mãos o bloco actual de Lapin e foi deveras espantoso ter ali nas mãos o bloco dele e ver ao vivo estes desenhos (clic aqui!). Perceber como ele é profuso, tendo por dia facilmente dois ou três desenhos espantosamente detalhados e de grande dimensão. Ver o pormenor da aplicação da caneta de gel branca que dá uma dimensão e faz sobressair o desenho do papel. Ficamos todos espantados como é que ele consegue aplicar tinta naquelas folhas que não serão próprias para aguarelar e não haver o mínimo ressombrar de tinta para o avesso da página.
Correu lindamente, mesmo como gostaríamos que tivesse corrido. Para mim, melhor só se tivéssemos tido o dobro do tempo para eu conseguir pintar logo tudo in loco e conseguido ter desfrutado mais da presença de Lapin. Assim tive que acabar de pintar à tarde.
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