quarta-feira, 29 de março de 2017

segunda-feira, 27 de março de 2017

Grão a grão se volta a um bom Pão

Li esta notícia (click aqui!) avidamente e acabei de lê-la os olhos a querer lacrimejar. Gostar de pão é toda uma aprendizagem. Confesso que quando era mais nova não valorizava nada o pão. Cresci a comer croissants de manteiga e brioches. Comia muito pouco e ainda hoje não gosto nada de sandes. No entanto com o passar dos anos aprendi a gostar muito de pão. E valorizo bom pão. Pão diferente. Chateia-me não ter nas minhas rotas do dia-a-dia nenhum sítio onde comprar "bom" pão. Compro normalmente pão que gosto, mas sei que é desse mencionado neste artigo que é feito de forma massificada, com vários ingredientes que pouco contribuem para uma boa alimentação.

Mas o que me humedece os olhos é a força destas pessoas. O acreditar na sua missão de manter um património que se pensava já perdido, que se dava como perdido e cuja subtracção se foi aceitando aos poucos como uma fatalidade, perdendo uma luta de cada vez. Mas houve quem resistisse e quem agora lute para voltar a dar ao nosso Pão o seu verdadeiro valor, um novo lugar. Felizmente encontram tracção numa sociedade que actualmente volta a acreditar no valor do nosso património e no recuperar de valores e saberes antigos. Poderão ser apenas nichos, mas que os haja. Que quem queira tenha opção.


Moinhos da Pinhoa-3 - Pinhoa, Lisboa

Moinhos da Pinhoa - Lourinhã
fonte: TrekEarth







sexta-feira, 24 de março de 2017

PrimaBera, como diz a minha Mãe...

Resultado de imagem para chuva torrencial



Esta PrimaVera está mais PrimaBera de que outra coisa.



Vou continuar à espera mais uns dias...

terça-feira, 21 de março de 2017

Coisas de adolescente #01

"Mãe!! Não há queijo?"

Filho está diante do frigorífico (aberto...) e mãe está na sanita numa casa de banho distante. Convém informar que o queijo está sempre na mesma prateleira, no mesmo sítio... Tal é o nível sonoro do filho que a vizinhança não tarda vem à porta oferecer-me queijo.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Dia do Pai


Arghhhh!!!!!!!!!

Não sei o que comprar para os Pais na minha vida.... Estou completamente sem imaginação...



quarta-feira, 15 de março de 2017

Partidas lá de casa...


Coisas do I para ver se o Pai cai e qual a sua reacção. Este já percebeu há dias que tem isto à espera dele no frigorífico e andam os dois num jogo de paciência. 





Um que não diz o que fez e o outro que finge que ainda não viu a ver até quando é que o outro aguenta. 

E eu no meio disto tudo, só penso que o Pai encontrou um à medida dele, ou se calhar com grande potencial para ainda ficar mais refinado...

sábado, 11 de março de 2017

O Boneco da estante #09


Após uma grande pausa voltou à acção. Ei-lo a fazer a pose "Dab". Para quem está out destas coisas de adolescentes, parece que o "Dab" é um gesto de celebração do jogador de futebol Paul Pogba. Conhecimento gentilmente cedido pelo I.


sexta-feira, 10 de março de 2017

Pelo Dia da Mulher


Um dos homens mais importantes da minha vida mimou-me.


Uma mini planta de Antúrios. Tão mini, que lhe dá um ar mesmo "fofinho".

Merci, Papa!

quinta-feira, 9 de março de 2017

Coisas à "Maria Sangrenta" com um toque de Voodoo...


Ontem ligou-me a DT do I. DT, para leigos, é Directora de Turma. Sou só eu ou no "nosso tempo" não havia cá diminutivos para a Directora de Turma? 

Mas vamos ao essencial. Liga-me então a DT para me contar que um grupo das suas crianças tinha sido apanhado nas casas de banho a fazer das delas. O I estava lá metido. A DT até estava bastante divertida com a história e apenas ligou porque teve de os ameaçar que ia ligar aos pais para eles perceberem os limites da coisa e pediu-me para eu fazer o meu papel de Mãe muito chateada com os maus comportamentos na escola. 

Nem sei bem como começar, mas digamos que foram apanhados uns 6 ou 7 miúdos aos pulos e aos gritos com um deles a brandir um piaçaba diante das sanitas nas casas de banho. Estando o primeiro sermão aplicado logo no local, a DT levou-os para a sala para falar mais a fundo com todos eles e perceber o que se estava a passar e justificaria tal algazarra. Aí vem a parte gira de ser professor... 

Encontra-se então a DT diante dos miúdos a explicarem-lhe que estavam num ritual algo entre o exorcismo e o voodoo. Parece que as miúdas estavam com medo de uma daquelas histórias à "Maria Sangrenta". Ou seja, haveria algo assustador que saíria das sanitas se dissessem ou fizessem algo. 


Quais cavaleiros andantes, foram em socorro das damas. Não havendo espadas e lanças para derrotar dragões (afinal estamos em tempos mais evoluídos), armaram-se de piaçabas e atacaram as sanitas, interpelando a plenos pulmões (aí é que se tramaram e foram apanhados...) quaisquer entidades monstruosas e sobrenaturais que pudessem estar a pensar sair pelas sanitas. Elas que pensassem bem na vida e seguissem para outras sanitas, para canalizações distantes, que aquelas paragens eram hostis e estavam bem vigiadas.

E é isto. Claro que não sei se me rio mais da brincadeira deles e de até onde vai o imaginário deles, ou a imaginar a DT a ouvir isto e a tentar manter a seriedade.


Conclusão: 
Parece que não apareceram monstros. 
Não sei se as damas estarão mais sossegadas e seguras. 
Os miúdos perderam o recreio e ficaram a fazer exercícios na sala para perceberem que tais chinfrins não são permitidos na casa de banho. 
Passei a mensagem ao I, que estas brincadeiras até que são muito giras, mas da próxima façam a coisa num canto qualquer do recreio, onde podem brincar à vontade (mas sem levar piaçabas, que é coisa imunda, cheia de bactérias e afins).

Respostas do I:
Desculpa, Mamã. (lindo, não é?)
Eu sei que não se deve fazer. (tão bem educadinho, o meu filhote)
Eu pedi logo desculpas à DT. (tudo o que uma mãe quer ouvir)
Eu nunca mexi no piaçaba, mas dizem que a coisa mais suja do mundo é o dinheiro. É onde há mais bactérias e mesmo assim toda a gente mexe nele. (sem comentários...).



terça-feira, 7 de março de 2017

Faltam 13 dias...


... somente 13 dias para a Primavera!


Já tenho a casa a cheirar a primavera. Este ano sinto um frenesim e uma grande vontade de que cheguem os dias solarengos, quentinhos e sem ventos. O meu jardim chama-me. Este ano tem sido grandemente desprezado, quer devido às condições meteorológicas, quer devido à minha falta de tempo/energia. Mesmo estando com um ar um pouco mais selvagem do que o normal continua o seu ciclo normal e lá me deu mais umas frésias e uns narcisos para me alegrar.


Frésias e Narcisos do meu quintal




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Será que sim, será que não? Persiste a dúvida, fica a ideia...


Hoje estava a deixar um comentário num sítio que gosto de visitar (vejam aqui! Click!) e lembrei-me de partilhar aqui no estaminé esta história.

Estava a comentar que este ano ainda não nos tinha chegado nenhuma virose a casa. Houve umas fungadelas e uns narizes mais entupidos de manhã. Sabendo das "epidemias" que levaram a que houvesse vários dias (este ano mais do que outros) em que apenas estavam uns 6 a 8 miúdos nas aulas em turmas de 20 e tais, provocando também várias baixas entre os professores, fico a pensar se uma pequena coisa que fiz não terá feito aqui a diferença nas resistências aqui da malta da casa. Há uns meses estava à conversa com uma amiga minha, a falar de gengibre e ela comentou que usava em pó - uma colher de café rasa na água de fazer o arroz e na de fazer a massa. Desde então ela e a filha que passavam os Outonos e Invernos sempre adoentadas nunca mais tinham ficado doentes. Achei curioso e decidi experimentar. Comecei a fazer o mesmo a seguir ao Verão. Nem sempre me lembro, mas de vez em quando lá coloco a colherzinha de gengibre. Nestas situações ficamos sempre na dúvida se o resultado é um mero acaso ou uma consequência do que fizemos. A verdade é que tudo nos tem passado ao lado apesar das viroses que têm assolado as turmas deles. Assim como assim, é algo que não custa nada e nem altera o sabor da comida.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Um simples e pequeno desenho...




Não é um dos meus sketchings. Mas é um desenho que me diz muito. De várias formas. De tantas que já tenho aqui este post em rascunho há uns dias sem saber muito bem como pegar no tema. 


O artista
Este desenho foi feito por um senhor de Peniche que hoje está num lar em Lisboa. Parece que é um senhor introvertido e pouco conversador. Não dado a muitas demonstrações de afecto. Porque está em Lisboa e não em Peniche, perto das suas origens deve ser toda uma história de vida.

Um presente - duas ofertas
É uma oferta duas vezes. Começando pela primeira oferta. A escola do H fez uma visita a um lar  e passaram uma parte da tarde junto dos utentes do lar, numa perspectiva de aproximação de gerações. Com todas as vantagens para os adolescentes que convivem assim com a realidades dos nossos seniores que têm de viver em lares e as vantagens para os tais seniores de poderem conviver com jovens, com toda a sua vivacidade, alegria e curiosidades. Acredito que estas visitas contribuem imenso para alegrar os seus dias. Uma das professoras que acompanhou os miúdos é de uma energia e simpatia contagiante - a professora S. É um furacão no bom sentido. Pelo que ela me disse, o tal senhor esteve mais à parte, recatado, sem participar muito. No entanto no final da visita chamou-a de parte e ofereceu-lhe este desenho porque a tinha achado muito simpática. Um gesto que a surpreendeu bastante e que a tocou. Esta foi a primeira oferta.

A segunda aconteceu quando a professora S. percebendo o que representava este desenho se lembrou de mim. Demorei algum tempo a perceber como se tinha ela lembrado de mim, mas depois lá consegui fazer a ligação. Há mais de um ano disponibilizei-me para ir contar uma experiência da minha vida de estudante a umas das suas turmas. O que levou a que lhes contasse que tinha estudado em Peniche, mais precisamente no local representado neste desenho - no Santuário dos Remédios. À professora S., lembrando-se de tal, pareceu-lhe natural que este desenho teria todo um outro significado para mim. E nesse instante decidiu que mo iria oferecer. Assim fez. Pediu ao H para mo entregar, mas entretanto viu-me e aproveitou para me contar essa história, dizendo-me que o H me iria entregar um "postal". Nesse dia à noite recebi este desenho. Devo dizer que me tocou profundamente.

Peniche - os Remédios
Ter estudado lá representou para mim dois anos muito felizes da minha vida. Quando me lembro daquele período relembro sobretudo a proximidade com o mar, com as falésias e a visão diária das Berlengas. O barulho das gaivotas e dos corvos marinhos. A aspereza do clima. O frio cortante do mar. Os borrifos das ondas que rebentavam nas pedras da falésia. A Nau dos Corvos. O Farol. O frio gélido matinal, o calor das horas de almoço e os finais de tarde enevoados. 


O fluir - o poder de um gesto
Assim pode um desenho muito naif e, artisticamente falando, sem muito valor fazer fluir tanto sentimento e emoção entre várias pessoas. Este fluir de coisas boas foi possível porque este senhor decidiu dar algo de si - um simples e pequeno desenho, e porque a Professora S. ouve e sente com o coração. Coisas simples, mas tão complexas.