quarta-feira, 13 de junho de 2018

Inspirações de Santo António e manjericos



Manjerico, manjericão
Para o Santo António e o S. João
As sardinhas não me alegram
Fico-me pela febra no pão

Nos festejos do Santo
Não me dêem sardinhas
Q'ainda me quedo num pranto
Venha antes uma sangria

Meu querido santo Antoninho
No teu mês me vi casada
Já lá vão 17 aninhos
E não os trocava por nada

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Time to say good bye


Time to say good bye foi a canção que duas amigas do H interpretaram, uma a cantar e outra a acompanhar ao piano para o Cocktail de Finalistas. Foi uma festa muito singela e emotiva. Houve videos e fotos e memórias partilhadas. Houve lágrimas e apertos no coração dos bons. Daqueles carregados de boas memórias. 

É o fecho de uma etapa e o pronúncia de uma nova fase de vida. É uma grande mudança, mas sinto-a sem angústias por ter a certeza que o H está muito bem preparado para tudo o que o espera. Há ali um grupo muito coeso, alguns juntos desde os 6 meses de idade. Veremos se a vida lhes permitirá manterem o desejado contacto. Se não, fica a certeza que levam o coração cheio de óptimas recordações.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Sabe tão bem ser gentil e educado

Ontem o H contou-me que a seguir às aulas foi num instante ao supermercado para ir buscar algo para comer e ir ter com uns amigos. Quando chegou à única caixa aberta deparou-se com duas senhoras com "carinhos de compras do mês", ou seja a abarrotarem, e viu a sua vida a andar para trás. A senhora à sua frente quando o viu com tão pouca coisa disse-lhe para ele passar à frente. Segundo ele ficou todo contente com a atenção e disse obrigado à senhora. Passou à frente e pensou que já se tinha reduzido para metade o seu tempo de espera. Quando a outra senhora começou a colocar as compras no tapete reparou nele e também lhe disse para passar à frente já que estava com tão poucas compras. Até aí eu pensei que ele estivesse a partilhar comigo o golpe de sorte que estava a ter. Mas depois acrescentou que quando pagou, antes de se ir embora, virou-se novamente para as senhoras e agradeceu novamente dizendo que tinham sido muito simpáticas por o terem deixado passar à frente e que lhe tinham poupado muito tempo. Partilhou comigo que foi a caminho da escola a sentir-se muito bem com aquele acontecimento - por as senhoras terem sido tão simpáticas e por ele ter sido capaz de agradecer como deve de ser. 

Para ajudar à sua felicidade e orgulho pela sua atitude, parece que estavam lá umas amigas da escola que ele não viu, que presenciaram a cena toda e que ouviram os comentários e elogios à atitude dele feitos pela senhora da caixa e pelas duas senhoras que o deixaram passar, quando ele se foi embora. Assim que voltaram à escola contaram-lhe logo o sucedido (e aos restantes amigos e colegas). 

Contou-me que ficou inchadíssimo e concluiu que realmente não custa nada ser simpático para os outros e tornar a vida de todos muito mais agradável. Que é fácil ser feliz com pequenas coisas.

Fiquei com o meu coração de Mãe cheio.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Ai, Henry, Harry!

Acompanhar o I às refeições é uma verdadeira prova de paciência (e tortura...). A quantidade de movimentos que não servem para nada, ou pelo menos não servem o derradeiro propósito - colocar a comida na boca/mastigar/engolir - é desmesurada.

Eu, num lamento, digo: "Era tão bom já teres ouvido falar do Henry Ford*".

Responde o I: "O que tem o Harry Potter? O que é que ele fez? O que é que o Harry Potter tem a ver comigo?".

Henry, Harry... Nada a ver. Mas realmente, magia também serviria... Estalar os dedos ou abanar o condão mágico e a refeição ser comida em três tempos...


* - Henry Ford é estudo por ter sido responsável por um método produtivo, ao sequenciar e rotinar actividades básicas com o objectivo de encurtar ao máximo o tempo das mesmas - assente na especialização dos operários em tarefas básicas.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

O Boneco da estante #24




Após 1 mês sem acção, eis que mudou novamente poucos dias depois da última posição! O famoso DAB regressou à prateleira. Tirei foto mesmo no lusco-fusco, não vá mudar novamente entretanto!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

A boa acção ecológica do dia


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Hoje já fiz a minha boa acção! Uma acção  verdinha, ecológica. Encontrei uma joaninha perdida no corredor do meu local de trabalho. Longe de qualquer porta de saída para a rua. Não imagino como foi lá parar. Tinha um cartão à mão e consegui que ela subisse para o mesmo. Depois foi só levá-la com muito jeito até um jardim interior do edifício e largá-la lá. Além de muito bonitas, são aquele insecto que deveríamos ter a montes nos nossos espaços verdes. São sinal de saúde dos mesmos e ajudam a comer todos aqueles insectos que costumam ser pragas nos jardins. 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Conversa de impostos que me aquece o coração

O I, após a nossa sessão de carinho e amassos a dar as boas noites ao deitar, diz assim: "Mãe, se os beijinhos pagassem imposto a nossa família seria muito pobre.".

Eleita a conversa sobre impostos mais agradável da minha vida! 

terça-feira, 24 de abril de 2018

Pequenos prazeres - ter uma laranjeira em flor à porta de casa


Nos últimos dias tenho tido o prazer impagável de sair de casa de manhã e ser presenteada com o cheiro a flor de laranjeira. 



É ser envolvida por esse aroma adocicado e ter como visão à saída de casa uma laranjeira em flor. É logo outra energia para enfrentar o dia. 


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Yoga e sketching em modo condensado



Há uns fins-de-semana atrás, o Pai e o mais velho foram correr e eu e o mais novo ficámos os dois a fazer yoga. Um yoga muito adaptado a crianças, em modo brincadeira e desafio. Encontrámos um abrigo onde estendemos os nossos tapetes. O desafio do I era fazer yoga à vista de quem estivesse no parque sem vergonhas e acanhamentos. O meu desafio era conseguir mantê-lo a fazer yoga comigo enquanto o Pai e o irmão estivessem a correr. Estava vento e frio, mas bem agasalhados e ao abrigo estivemos mesmo bem. Após uns 20 minutos de yoga - a paciência do I não aguentou muito mais - sentámo-nos nos tapetes e pegámos nos nossos blocos de sketching, e nos nossos pincéis e tintas. 
Saiu um desenho rápido a descomplicar o que estávamos a ver, pois o I não estava a conseguir começar a desenhar e estava sempre a olhar para o meu. A dada altura aconselhei-o a deixar de olhar para o meu desenho e fazer um desenho à maneira dele, pois cada pessoa vê o que a rodeia de forma diferente. Eu virei-me para a minha frente, ele estava do meu lado direito e virou-se mais para o lado, apanhando ainda a lateral do nosso abrigo. Eis o resultado:



Achei o máximo. A próxima vez que lá formos quero ver se o convenço a pintá-lo. Aqueles símbolos do lado direito são uns graffitis que estavam na parede do abrigo.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Repetições das boas


Ontem cheguei a casa e fui fazer o jantar. Foi peixe no forno e quando acendi o forno veio-me logo a vontade de fazer um bolo. O H já me tinha pedido por duas vezes se não podia voltar a fazer este bolo que ele (pelos vistos) adorou mesmo.
Colocado o pirex no forno, depois de dar uma limpeza e arrumação no balcão da cozinham, toca a fazer o bolo em modo acelerado, numa versão muito minha do que é o Slow Living :)



Ainda estava eu a tirá-lo da forno e já estavam de volta de mim a pedir para eu o desenformar. Acho que ainda não tinha pousado a forma no balcão e já estavam de faca em riste a cortar o bolo. Eu a querer explicar que se se corta logo o bolo, o calor faz evaporar a humidade do bolo e este seca mais depressa. Mas depois olhei para a cena e pensei: "Para quê chatear-me se me parece que este bolo não vai ter tempo de secar...". O I esta manhã estava a olhar para a malta a servir-se do bolo, olhou para mim e disse: "Eu gostava de gostar tanto deste bolo como vocês... Não consigo perceber...". Ahahaha, é que o I não gosta de canela e não consegue perceber tanto entusiasmo de volta de um bolo. Tenho de experimentar fazer sem canela para ver se ele gosta.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Mais uma experiência na minha Slow Cooker - Entrecosto com molho asiático


  

Quando se tem um rapaz que joga futebol todos os Domingos de manhã, há que deixar o almoço a fazer sem a nossa presença para quando voltarmos todos famintos para almoçar tenhamos algo a nossa espera. 

É nestes dias que acho que a Slow Cooker é a minha melhor amiga (e que fico tãooo agradecida à minha manazita pela sua providencial prenda!).



  

Ingredientes:

2 colheres de sopa de óleo de sésame (eu usei azeite)
2 colheres de sopa de gengibre fresco ralado
1 dente de alho picadinho
1/2 cup de açucar mascavado (eu aqui reduzi e só pus 1/4)
2 colheres de sobremesa de massa pimentão
1 malagueta
1/2 cup de molho de soja com pouco sal
1/4 cup de vinagre de arroz
1/4 cup de mel
2 entrecostos cortados a meio ao alto (para a próxima experimento com 4 entrecostos inteiros, pois comeu-se tudo num ápice e já percebi que cabe na Slow Cooker)
Sal e pimenta
Sementes de sésame e cebolinho para decorar (acabei por me esquecer desta parte... mas acho que deverá ficar óptimo)

1 a 2 colheres de sopa de maizena (amido de milho) para engrossar o molho antes de servir.

Instruções:

Temperar as peças de entrecosto com o sal e a pimenta de ambos os lados e colocá-las na slow cooker. Misturar muito bem os restantes ingredientes, menos a maizena, as sementes e o cebolinho, e regar todo o entrecosto. (tenham cuidado para a malagueta ficar no molho no fundo da Slow Cooker e não em cima do entrecosto para se difundir melhor o sabor no molho).
Cozinhar em low por 4h30 a 5h ou em High por 3h.

Retire o entrecosto. Dilua 1 colher de sopa de maizena num pouco de água e junte ao molho. Ligue a Slow Cooker em High e mexa ocasionalmente até o molho engrossar. Se necessário junte mais 1 colher de sopa de maizena diluída num pouco de água. (Saltei a parte de engrossar o molho e não ficou grosso e pegajoso como é suposto nesta receita. Mas o molho estava óptimo!). Servir o molho por cima do entrecosto e salpicar com as sementes de sésame e o cebolinho. Ou se tiverem crianças esquisitas como o I, levar à mesa as sementes e o cebolinho picado numas tigelinhas e cada um se serve como gostar. 


  
Para acompanhar pode fazer-se um arroz basmati ou um puré, e uma grande salada.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Visita à Praia do Carvoeiro


Nas férias da Páscoa estivemos com uns amigos uns dias no Algarve. Tivemos a sorte de poder passar duas tardes na praia para os miúdos matarem saudades, com direito a um banho numa das tardes. Os restantes dias estivemos no passeio. Um dos sítios que fomos visitar foi a Praia do Carvoeiro e não pude resistir a fazer um sketch para registar o momento.



Apesar de termos temido irmos apanhar chuva, o que no algarve limita grandemente actividades de férias, acabámos por ter imensa sorte e o pouco que chuviscou apanhou-nos na hora das refeições ou durante a noite. Ou seja, nem um pinguinho nos atrapalhou.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Luta (ou teimosia) de Titãs


O I tem uma personalidade muito forte, decidida, a frisar a teimosia, o que o leva a fazer o que lhe apetece apesar das minhas indicações (ordens) em contrário. Não são coisas muito graves e preocupantes, mas são aqueles pequenos detalhes que moêm t-o-d-o-s os dias. 
Eu, por minha vez, levo muito a sério esta coisa de educar filhos e de mantê-los no caminho certo em todas as latitudes. 
Ontem eu estava naqueles dias com a paciência no limite, após ter conseguido à justa travar uma enxaqueca à tarde, e decidi que não ia deixar passar aquelas embirrices típicas de final de dia. Digamos que o caminho para casa foi uma sucessão de pedidos e exigências algo intransigentes do I, com as minhas respectivas negas e sermões. Cheguei ao ponto em que cada passo mal dado, e com a reacção não desejada à minha chamada de atenção, resultou em "5-minutos-a-pensar-no-assunto", que somados chegaram a 15 minutos sentados à chegada a casa com um caderno para escrever as razões dos sucessivos castigos e o que deveria ter sido o comportamento correcto em cada uma delas - ou seja, pedia-se um mea culpa. 
O I sentou-se e não saiu do sítio, mas moeu-me o juízo com queixas e argumentações. Estava a iniciar os preparativos para o jantar, mas parei, inspirei fundo e juntei-me a ele - íamos ter uma conversa séria. O jantar ia ter de esperar. Foram 35 minutos (aiii!!!!), sim, 35 minutos a controlar-me ao máximo, com o I a passar por todas aquelas fases lindas do grito, do choro, da lamuria do coitadinho, das críticas ao "monstro-de-mãe" que tem. Digo-vos que foi preciso um autocontrole daqueles, colocar em prática todos os tipos de respirações possíveis e imaginárias, contar até 10 muitas vezes. Mas tinha uma ladainha na minha cabeça (e sobretudo no coração) em loop: "É mesmo isto que uma Mãe tem o dever de fazer. Tem de contrariar, tem de educar, mesmo quando doí, quando a criança parece não estar a perceber e quando parecemos aos olhos dos nossos filhos os seres mais odiosos do mundo. Vou ter de levar isto até ao fim.". No final ele foi a correr fazer os TPC e eu fui fazer o jantar. O resto da noite foi muito pacífica, mas eu fiquei com os nervos em franja, desgastada. Mas quando fui deitar o I e trocámos beijinhos e abraços tive direito a um abraço mais demorado e apertado com um desculpa no final e um olhar que vale todos os mea culpa do mundo. Agradeci, reforcei que é normal de vez em quando termos conversas daquelas para nos entendermos, que é assim que ele aprende a crescer para ser uma pessoa melhor - o que todos queremos que ele seja. E que eu tenho a certeza que ele tinha crescido naquele dia. Mais um abraço, mais um beijinho e eu saí do quarto dele já com o coração leve, o desgaste diluído naquele momento de doçura e com a certeza que a minha ladainha é a correcta e fica cada vez mais enraizada no meu coração.