quinta-feira, 9 de março de 2017

Coisas à "Maria Sangrenta" com um toque de Voodoo...


Ontem ligou-me a DT do I. DT, para leigos, é Directora de Turma. Sou só eu ou no "nosso tempo" não havia cá diminutivos para a Directora de Turma? 

Mas vamos ao essencial. Liga-me então a DT para me contar que um grupo das suas crianças tinha sido apanhado nas casas de banho a fazer das delas. O I estava lá metido. A DT até estava bastante divertida com a história e apenas ligou porque teve de os ameaçar que ia ligar aos pais para eles perceberem os limites da coisa e pediu-me para eu fazer o meu papel de Mãe muito chateada com os maus comportamentos na escola. 

Nem sei bem como começar, mas digamos que foram apanhados uns 6 ou 7 miúdos aos pulos e aos gritos com um deles a brandir um piaçaba diante das sanitas nas casas de banho. Estando o primeiro sermão aplicado logo no local, a DT levou-os para a sala para falar mais a fundo com todos eles e perceber o que se estava a passar e justificaria tal algazarra. Aí vem a parte gira de ser professor... 

Encontra-se então a DT diante dos miúdos a explicarem-lhe que estavam num ritual algo entre o exorcismo e o voodoo. Parece que as miúdas estavam com medo de uma daquelas histórias à "Maria Sangrenta". Ou seja, haveria algo assustador que saíria das sanitas se dissessem ou fizessem algo. 


Quais cavaleiros andantes, foram em socorro das damas. Não havendo espadas e lanças para derrotar dragões (afinal estamos em tempos mais evoluídos), armaram-se de piaçabas e atacaram as sanitas, interpelando a plenos pulmões (aí é que se tramaram e foram apanhados...) quaisquer entidades monstruosas e sobrenaturais que pudessem estar a pensar sair pelas sanitas. Elas que pensassem bem na vida e seguissem para outras sanitas, para canalizações distantes, que aquelas paragens eram hostis e estavam bem vigiadas.

E é isto. Claro que não sei se me rio mais da brincadeira deles e de até onde vai o imaginário deles, ou a imaginar a DT a ouvir isto e a tentar manter a seriedade.


Conclusão: 
Parece que não apareceram monstros. 
Não sei se as damas estarão mais sossegadas e seguras. 
Os miúdos perderam o recreio e ficaram a fazer exercícios na sala para perceberem que tais chinfrins não são permitidos na casa de banho. 
Passei a mensagem ao I, que estas brincadeiras até que são muito giras, mas da próxima façam a coisa num canto qualquer do recreio, onde podem brincar à vontade (mas sem levar piaçabas, que é coisa imunda, cheia de bactérias e afins).

Respostas do I:
Desculpa, Mamã. (lindo, não é?)
Eu sei que não se deve fazer. (tão bem educadinho, o meu filhote)
Eu pedi logo desculpas à DT. (tudo o que uma mãe quer ouvir)
Eu nunca mexi no piaçaba, mas dizem que a coisa mais suja do mundo é o dinheiro. É onde há mais bactérias e mesmo assim toda a gente mexe nele. (sem comentários...).



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