quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Deambulava na rua e...

Acabei de ouvir uma pérola. No fundo, no fundo faz sentido.
"Podes tirar o macaco da selva, mas não tiras a selva do macaco."

O Silêncio é de ouro




O silêncio é de ouro... a menos que tenha filhos e então é apenas suspeito.

Le silence et d'or... à moin que vous avez des enfants et alors ce n'est que suspect.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Bom S.Martinho



É caso para dizer que este ano não temos o Verão de S.Martinho. Temos o verão até ao S.Martinho, que isto ainda não houve interregno digno de nota.



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O desafio de fazermos as nossas crianças felizes






"(...) Estudemos pois os nossos filhos desde que nascem e em vez de os tentar refazer e mudar, talvez o desafio seja muito mais aliciante se pensarmos em como, sendo quem são e com a nossa ajuda, poderão ser felizes e fazer os outros felizes.(...)"

De Mário Cordeiro, aqui (Clic!)


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Queremos acreditar que não é assim tão mau



Mas depois surgem os números nus e crus (ver aqui - clic!) Deparamo-me com gráficos destes que me deixam toda arrepiada:



E não falo dos valores das idas a um ballet ou à Ópera, ou a um concerto ou ao teatro. Olho para os valores das visitas a monumentos, palácios, castelos, igrejas e jardins; das idas a museus ou galerias; de ver ou ouvir um programa cultural na TV e na rádio; das visitas a livrarias públicas e fico tão triste. Porque isto são actividades básicas do dia-à-dia. FALTA DE INTERESSE?!  Ai minha gente... é tão fácil chegar ao sofá e esparramar-se lá de comando na mão, não é? Ou agarrar-se ao computador e ficar a lamber ecrã.

Viver não é difícil... difícil é saber viver...

Temos que contrariar essa tendência. Eu falo por mim. Também acho que deveria conseguir ter mais actividades destas. É tão bom para a alma e para a vivência em família e com amigos, e sobretudo para a educação das crianças. Se não incentivarmos estas vivências nas nossas crianças, os hábitos não se criam, os interesses não se despertam. É daquelas coisas que só se sabe o quanto é bom quando se "prova".  E as idas com a escola não são suficientes, pois são organizadas numa estrutura escolar e muitas crianças crescem com a memórias das visitas escolares remetendo-as apenas para esse "espaço" e não percebendo que podem perpetuar essas experiências ao longo da sua vida. Há uns anos tive uma conversa com uma colega na universidade que girou à volta desta ideia. Ela dizia que gostava tanto das escursões da escola, que visitou tanta coisa interessante na primária e que ainda hoje se lembrava delas. Eu comentei que por ter feito a primária noutro país não as tinha visitado e visitei-as mais tarde em família. O comentário dela foi que ainda bem que os meus pais se tinham dado ao trabalho de ir comigo por eu não as ter visitado na primária. E então percebi que as idas a museus, monumentos, teatros e afins para ela se remetiam apenas às visitas da escola, que nunca tinha tido tais actividades fora desse contexto. No caso dela penso que não por falta de interesse, mas por não ter posto os pés a caminho... por ter crescido assim.

Bom já partilhei a minha tristeza e frustração convosco. Desculpem-me, mas fico mesmo triste quando penso nisto.

Eu acredito num amanhã melhor



Fonte desconhecida

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Palavras...






Uma tristíssima realidade



Recomendo a não leitura deste artigo (clic!) a quem quer manter a ilusão de uma vida cor-de-rosa e fácil. A quem acha que isto da crise só chega aos outros e que se podemos dar aos nossos filhos porque não haveremos de dar, que eles têm e merecem ter tudo.

Sou defensora que as nossa melhores dádivas aos nossos filhos são valores sólidos e noções reais da vida e, da responsabilidade e esforço necessários para vivermos da melhor forma em todas as latitudes.  No entanto custa, custa muito. Tenho a sorte (ou, como me diz sempre uma amiga minha ;) , trabalhei para ela) de (por enquanto!) não ter dificuldades financeiras e poder proporcionar-lhes quase tudo. No entanto, somos pais "forretas". Gosto de vê-los valorizarem o que têm e actualmente eles já racionalizam os seus pedidos e por vezes ficam espantados quando decidimos comprar e dar certas coisas. Ficam muito agradecidos e já chegaram a questionar estamos a gastar "tanto dinheiro". Mas o melhor de tudo é ouvi-los dizerem: "Se me deram isto então tenho mesmo de me portar bem. Isto mostra que acham que mereço e então tenho de fazer tudo o que puder." (conversa do H dias após ter recebido uma prenda e estar a ajudar-me na cozinha em coisas que eu estava a achar que já eram "demais" para a idade dele).

E concordo plenamente com o Mia Couto quando diz que a culpa não é dos jovens. É dos valores que lhes são passados, nem sempre apenas pelos pais, mas por toda uma sociedade que está mais focada na vertente económica e esquece muito o social e a integridade de cada indivíduo.












segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Condição intitulável




Hoje na minha ronda blogosférica li isto:

"(...) 'quando morre marido ou mulher fica-se viúvo; quando morre pai ou mãe fica-se órfão, mas não há palavras para quando se morre um filho, e não há porque não é natural' (...)"


É deveras profundo e tão tão verdade... Lidei desde pequena e lido com pessoas muito próximas que tiveram o infortúnio de viver esta situação com filhos pequenos. Mas por mais próximo que seja, é sempre longe do que é realmente e espero que fique sempre assim... muito longe da minha realidade. Há condições que não devem ser nomeadas.



O horripilento Halloween cá de casa


 Produção da Tia M e do Tio G. que após receberem as fotos dos seus sobrinhos devolveram-nas assim:





Comentário do H: "Isto está brutal!!"

Comentário do I: "Acho que tenho medo..."

Cara do pai enquanto via as fotos: inexplicável... mas quase que se lhe ouvia as tripas a revirarem-se.



Obrigada M e G por este momento de puro terror!!!