Num dos meus momentos de boa disposição (avacalhanço de reuniões para manter a malta animada) não pude deixar de fazer-lhe o reparo de que tal afirmação não ia de acordo com as directrizes do PAN e que, a bem do respeito pela diversidade e para não ferir as susceptibilidades das pessoas que o rodeiam, deveria rever essa frase. Ao que ele respondeu com um sorriso: "OK... Tive de conseguir ir ao Prado dar uma festinha ao Touro!".
E é assim que as gentes e costumes evoluem (e que as reuniões acabam por ser até engraçaditas...).
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
PANenizando
Uma pessoa tem de viver em conformidade com o seu tempo. Ontem numa reunião tive um colega que no calor da conversa sai-se com: "Tive de agarrar o Touro pelos cornos".
terça-feira, 22 de outubro de 2019
Das maravilhas que o mundo digital nos traz
Aquela sensação de não ter o peso na consciência automobilista da escolha matinal do melhor roteiro para deixar os meus dois estudantes nos seus locais de estudo é impagável. E saber logo que vou chegar a horas ou atrasada, poupando-me a vários minutos de incerteza angustiante e a esperanças goradas. Isto é a maravilha do Waze - a melhor aplicação ao cimo da Terra que habita o meu telemóvel.
terça-feira, 15 de outubro de 2019
Reflexões matinais do I
De manhã, a caminho no carro, há dias que vamos em animadas conversas e outros em que cada um de nós vai mergulhado nos seus pensamentos. Por vezes, nestes últimos, o I partilha do nada algumas das suas reflexões.
Eis a sua última pérola: "É fixe termos a nossa própria língua. Há outros países que não têm, como é o caso do Canadá, Brasil, Senegal e Angola.".
E depois volta aos seus pensamentos como se nada fosse...
sexta-feira, 11 de outubro de 2019
Citações da minha Mãe #3
Sabia que há muito tempo que não vos falava, mas só agora me apercebi há quanto. Desculpem-me os mais assíduos.
Quando a minha Mãe disse uma das famosas frases :"Como se costuma dizer..." percebi que estava anunciado o meu regresso. No seguimento do aniversário de uma pessoa amiga que sempre foi doente, estávamos a comentar que era espantoso ter atingido os 81 anos. E é no meio dessa nossa converseta que surge mais uma citação digna de registo:
quinta-feira, 16 de maio de 2019
O verde é tão diferente nos Açores
Estive em S.Miguel nas férias da Páscoa. Foram 7 dias maravilhosos, com a maior das sortes com o tempo. Na semana anterior tinha estado o tempo sempre enevoado e chuvoso. Na nossa semana, apesar de o dia acordar com o ceú encoberto e até cairem uns chuvisco, até nós sairmos do hotel após o pequeno-almoço, o tempo abria e ficava uma maravilha. Deu para irmos a banhos todas as manhãs! Devido a sermos um grupo grande não consegui desenhar tudo no local, pois havia sempre movimentação e conversas. Mas há fins para os quais não se olham a meios, e neste caso ia começando no sítio, tirava foto e acabava depois.
Farol da Ponta do Cintrão - S.Miguel
Igreja de S.Miguel Arcanjo - Vila Franca do Campo - S.Miguel
Capela de Nossa Senhora das Vitórias - Lagoa das Furnas - S.Miguel
Tema:
Açores,
Amixi mak it,
Coisas boas,
Com Amiga(o)s,
Momentinho Dolce far niente,
Páscoa,
Sketching,
Slow Living,
Viajar,
Viajar cá dentro,
Viver melhor
sábado, 27 de abril de 2019
Top do humor do I
I a tentar convencer o H a jogar durante a tarde ...
H vira-se para o I, numa de irmão mais velho: "NÓS temos de estudar..."
I responde-lhe na hora: "Agora és o Smeogol?"
(sério risco de só ser entendida por aficcionados do Senhor dos Anéis)
H vira-se para o I, numa de irmão mais velho: "NÓS temos de estudar..."
I responde-lhe na hora: "Agora és o Smeogol?"
(sério risco de só ser entendida por aficcionados do Senhor dos Anéis)
quinta-feira, 25 de abril de 2019
O Boneco da estante #28
... E o Boneco da estante voa!
... And the Doll on the shelf flies!
... Et la Poupée sur l'étagère s'envole!
quarta-feira, 10 de abril de 2019
Melhorar a alimentação cá de casa, um alimento de cada vez
Decidi há pouco tempo entrar em mais uma epopeia - começar a fazer bolachas e reduzir ao máximo o consumo de bolachas processadas. Digo que é mais uma epopeia, pois é mais uma coisa para a qual terei de arranjar tempo e que deverá entrar no meu rol de "pormenores" a organizar.
Tem sido uma aventura engraçada. Escolhi umas quantas receitas e cada vez que faço bolachas experimento uma nova. Para ver se consigo agradar a todos os comedores de bolachas cá de casa. Uns gostam das de manteiga, outros gostam das de canela. Uns gostam de bolachas mais doces, outros não... Uns das finas e estaladiças, outros das mais altas e molinhas. Vejamos o lado bom da coisa... Vou poder fazer várias experiências! :D
Das primeiras que fiz nem me lembrei de tirar fotos. Eram de aveia e desapareceram num ápice.
Esta segunda vez, fiz a típica bolacha de manteiga. Era uma receita para 80 bolachas. Eu fiz metade da receita a pensar que iria ter umas 40 bolachas e quando comecei a colocá-las nos tabuleiros percebi que rendeu bem mais. Aí umas 50 e tal.
Cresceram mais do que esperava e algumas ficaram encostadinhas. Mas, mesmo assim, ficaram com boa apresentação.
Deu para confirmar que o meu forno deixa as bolachas mais tostatinhas num dos cantos do lado esquerdo. E fiquei com vontade de comprar mais um tabuleiro para o forno para conseguir fazer mais bolachas a cada fornada. Assim que saem do forno é muito importantes retirá-las logo do tabuleiro e colocá-las em redes para arreferem rapidamente.
Depois de bem frias, colocam-se as bolachas em frascos herméticos e duram até uns 7 dias. Pelo menos é o que diz a receita, porque é algo que ainda não consegui comprovar! Das duas fornadas só chegaram ao 3, 4 dia.
É tão giro ver o orgulho dos meus filhos a comerem bolachas feitas pela Mãe e sobretudo saber que não têm os químicos, lactose e afins das bolachas processadas.
Depois de bem frias, colocam-se as bolachas em frascos herméticos e duram até uns 7 dias. Pelo menos é o que diz a receita, porque é algo que ainda não consegui comprovar! Das duas fornadas só chegaram ao 3, 4 dia.
É tão giro ver o orgulho dos meus filhos a comerem bolachas feitas pela Mãe e sobretudo saber que não têm os químicos, lactose e afins das bolachas processadas.
segunda-feira, 25 de março de 2019
As mil e uma maneiras de o meu maridão me entregar flores...
Eu sair de casa e encontrar esta flor dentro de um cântaro que tenho à entrada. É assim que o meu maridão gosta de me surpreender!
Alguém sabe que flor é esta? (mostra da fineza do humor do dito)
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
O Boneco da estante #27
Parece-me que o Boneco na estante está num momento de pura graciosidade, numa de ballet, com pliés e afins.
It seems to me the Doll on the shelf is in a moment of pure grace. A ballet moment, with pliés and all.
Il me semble que la poupée sur l'étagère est en pleine grâce. Un petit moment de ballet, avec pliés et tout.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
Estudos nada científicos com a minha pessoa
Há já mais de um ano a minha irmã mais nova ofereceu-me um daqueles relógios que conta passos, dá a pulsação e mede alguns parâmetros da qualidade do sono. Os dois primeiros são interessantes, mas o que realmente vejo com atenção todos os dias são os dados referentes ao sono. Além de ficar com a consciência diária de que não durmo as horas que devia, é muito interessante ver a distribuição entre o sono profundo e o sono leve e como isto se reflete realmente na forma como me sinto mais ou menos descansada quando acordo.
Nas últimas semanas as horas de sono profundo foram diminuindo gradualmente e apesar de estar a dormir mais ou menos o mesmo número de horas comecei a sentir-me cada vez mais cansada. O meu lado analítico começou a questionar-se e a tentar perceber o que teria mudado na minha vida para isto estar a acontecer. Durante vários dias não consegui perceber. Depois surgiu-me uma desconfiança, mas achei que não deveria ser aquilo. Há uma semana mudei o comportamento que achei que poderia estar a levar à diminuição do sono profundo e não é instantâneamente viu-se o reflexo no tempo de sono profundo!
Atenção que agora tenho de fazer o disclaimer que esta minha "percepção nada científica" é baseada na minha retorcida logica e análise "muito apurada" de dados cuja origem até pode ser um pouco duvidosa.
Posto isto, aqui vai a minha conclusão. Andava no portátil naquele tempo que medeia entre deitar a rapaziada e eu me deitar, pois estive a organizar fotos e a fazer álbuns digitais. Comecei a desconfiar que a exposição a tantas horas de ecrãs estava de alguma forma a ser prejudicial. Às tantas decidi deixar o portátil de parte e fui desenterrar as minhas agulhas de malha e uns novelos de lã que tinha comprado no ano passado (ou se calhar já há dois anos...). Como disse acima, nessa noite foi logo notória a subida repentina no número de horas de sono profundo. E assim continuou nos dias seguintes. A gola que estou a fazer já vai a mais de meio. Daqui a uns dias vou largar a malha e voltar aos álbuns digitais. Estou curiosa por ver qual o impacto no meu sono...
Nas últimas semanas as horas de sono profundo foram diminuindo gradualmente e apesar de estar a dormir mais ou menos o mesmo número de horas comecei a sentir-me cada vez mais cansada. O meu lado analítico começou a questionar-se e a tentar perceber o que teria mudado na minha vida para isto estar a acontecer. Durante vários dias não consegui perceber. Depois surgiu-me uma desconfiança, mas achei que não deveria ser aquilo. Há uma semana mudei o comportamento que achei que poderia estar a levar à diminuição do sono profundo e não é instantâneamente viu-se o reflexo no tempo de sono profundo!
Atenção que agora tenho de fazer o disclaimer que esta minha "percepção nada científica" é baseada na minha retorcida logica e análise "muito apurada" de dados cuja origem até pode ser um pouco duvidosa.
Posto isto, aqui vai a minha conclusão. Andava no portátil naquele tempo que medeia entre deitar a rapaziada e eu me deitar, pois estive a organizar fotos e a fazer álbuns digitais. Comecei a desconfiar que a exposição a tantas horas de ecrãs estava de alguma forma a ser prejudicial. Às tantas decidi deixar o portátil de parte e fui desenterrar as minhas agulhas de malha e uns novelos de lã que tinha comprado no ano passado (ou se calhar já há dois anos...). Como disse acima, nessa noite foi logo notória a subida repentina no número de horas de sono profundo. E assim continuou nos dias seguintes. A gola que estou a fazer já vai a mais de meio. Daqui a uns dias vou largar a malha e voltar aos álbuns digitais. Estou curiosa por ver qual o impacto no meu sono...
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Tornar uma coisa chata numa coisa boa
Fui a uma consulta e este meu médico - que adoro - faz-nos esperar horas na sala de espera. Após ter lido as últimas revistas, ter dado uma olhada no telemóvel, já estava em completo desassossego - farta de ali estar. Quando a pessoa que estava sentada à minha frente se levanta para entrar, lembrei-me de puxar do meu livrinho de sketching que anda sempre comigo e desenhar o cadeirão que tinha à minha frente. Sempre gostei dele, com aquele seu ar de quem já acolheu muita gente, dia após dia, sem deixar de dar conforto e aconchego.
E de repente o tempo pareceu-me tão pouco. Já não me importava de ficar à espera. Sabia que deveria ser a próxima e desenhei à pressa. Fui interrompida quando estava a terminar de desenhar a mesinha de apoio, onde está o candeeiro. Como daqui a um mês vou lá novamente, vou rezar para a cadeira onde estive sentada estar livre para poder acabar o desenho. Ou, se não, sento-me por perto e pinto-o tal como está.
sábado, 9 de fevereiro de 2019
O Boneco da estante #26
Wooo huuu! O Boneco está cheio de energia e está numa de fazer o pino sobre a cabeça.
Será por ser fim-de-semana e estar a festejar??
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
Pensava estar livre deste problema "grave"...
Para quem cresceu numa casa cheia de mulheres - o meu Pai tinha que aturar a minha Mãe e mais 3 filhas - havia um problema "grave" sempre à espreita. O "roubo" de roupa umas às outras. Uma pessoa nunca sabia muito bem se a roupa estava a lavar/secar ou perdida noutro roupeiro que não o seu. Nunca foi muito dramático, mas acontecia de fez em quando.
Ora, eu que sou a única lady lá em casa nunca pensei que tal me viesse a "assombrar" novamente tantos anos depois. OK, tive de deixar de comprar meias só pretas e cinzentas, e a minha gaveta de meias ficou muito mais alegre, cheia de bolinhas, corações, roxos, rosas e afins. Mas fora isso, um sossego. Até agora!
Andava há umas semanas à procura de umas calças de ganga pretas que me tinham desaparecido. Corri a lavandaria, todos os cabides do meu roupeiro, perguntei se alguém as teria visto, nada...
Há uns dias estávamos, os míudos e eu, no nosso caminho para escola/trabalho e diz-me o H: "Mãe, sabes aquelas calças pretas de que andavas à procura? Acho que poderão ser estas que eu tenho hoje vestidas...". Ou seja, foram parar ao roupeiro dele e têm-as usado ele. Aaaaaaarghhh... Nunca gostei de roupa com berloques e brilhantes, mas quem sabe...
domingo, 3 de fevereiro de 2019
O Boneco da estante #25
O boneco não arranjou chapéu de chuva para toda esta chuva e granizo que tem caído nos últimos dias e tentou proteger-se como pôde. Encostou-se ao cantinho e tapou a cabeça com uma das mãos.
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